Celia Ribeiro fala sobre escritores e os hábitos que eles têm de beber

Em tempo de veraneio, apetece não só degustar drinques, mas também prepará-los

Celia Ribeiro
Celia Ribeiro Foto: Divulgação

As biografias de escritores norte-americanos revelam que, salvo raras exceções, eles foram grandes bebedores, todos com seus drinques preferidos. Foi na época de ouro do Hotel Algonquin, ponto de reunião de artistas, na Rua 44, em Nova York, que o cocktail se difundiu como hábito de elegância. Coube a Edward Hemingway, neto de Ernest, ilustrar o Guia de Drinques (Editora Zahar), escrito por Mark Bailey. Alguns coquetéis não fazem de você um bêbado, e nenhuma quantidade de bebida pode fazer de você um escritor, esclarece o livro.

Em tempo de veraneio, apetece não só degustar drinques, mas também prepará-los. O Mojito, que Ernest Hemingway tomava no bar La Bodeguita, em Havana, leva cinco folhas de hortelã (e mais um ramo para decoração), 30ml de suco de limão, 20ml de xarope simples, 60ml de rum e gomo de limão. É preparado highball, no copo alto, amassando as folhas de hortelã no fundo, vertendo por cima o suco de limão, o xarope e o rum. Muito gelo quebrado para completar, um gomo de limão na borda e o raminho de hortelã decorando.

Truman Capote, autor de A Sangue Frio, gostava do Screwdriver, que, diz a lenda, teve origem num posto petroleiro do Oriente Médio, quando um americano, na falta de um mexedor de drinque, a chamada colher bailarina, recorreu à sua chave de fenda. Ele leva 60ml de vodca, 200ml de suco de laranja espremido na hora e um twist de laranja. Coloque a vodca e o suco de laranja em um copo alto, cheio de cubos de gelo. Decore com o twist (casca cortada da laranja, formando uma tira estreita e enrolada na borda do copo).

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O mesmo prato

“Meus amigos me criticam e acham que é deselegante servir-se mais de uma vez do bufê com o mesmo prato. Faço isso pensando em não desperdiçar água, por uma questão de consciência ecológica. Estou certo?” SANDRO

“Depende do serviço que lhe for oferecido. Tratando-se de um restaurante de alto nível, em que os próprios garçons oferecem um novo prato, tal economia chamaria atenção. Se você economizar água em sua casa, já estará dando grande contribuição à sustentabilidade. Um exemplo é o chuveiro de água quente, em que é preciso deixar a água correr algum tempo até aquecer.

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Limitação de convites

“Estamos fechando a lista de convidados de nosso casamento, e meus pais querem convidar muitos casais de amigos deles em retribuição a outros convites recebidos. Nós também temos muitos amigos, da nossa geração, que desejamos convidar. Decidimos, então, selecionar, entre os casais mais velhos, aqueles com quem temos convívio. Quem patrocina a festa são nossos pais. Como contornar esse impasse?” CAROL

– Esse é um impasse comum. A solução dada por vocês é coerente. Seus pais têm uma forma gentil de amenizar possíveis decepções com a ausência de convite. No dia seguinte à festa, eles mandam entregar na casa desses amigos uma participação impressa do casamento, acrescentando: “Gostariamos que estivessem entre os convidados, mas, diante dos limites do ambiente, cedemos espaço para os amigos íntimos do novo casal”.

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