Célia Ribeiro: Figurino demodé

Colunista analisa a roupa da personagem de Yoná Magalhães na novela Sangue Bom

Foto: João Miguel Jr.

Analisando-se o figurino da personagem Glória Pais (Yoná Magalhães) na novela Sangue Bom – um tailleur Chanel de casaquinho com passamanaria e botões dourados, estilo anos 1960 – logo se percebe que o guarda-roupa da socialite falida há anos não passa por uma boa renovação.

Ainda que o estilo Chanel se mantenha vivo, graças às constantes atualizações promovidas pelo estilista Karl Lagerfeld, a estrutura do figurino evoluiu, acompanhando a adesão do gosto feminino a outros apelos da moda. A roupa está mais justa, e as saias mais curtas.

As justíssimas camisas femininas, com os botõezinhos saltando das casas, deixaram a marca desta primeira década do século 21. Já o blazer masculino tornou-se mais solto, mas a camisa, em vez de estar por dentro do cós da calça, é usada para aparecer abaixo do blazer.

Outra marca desta década. Se o blazer é considerado um paletó menos formal para os executivos, o rapaz acha careta e usa-o para uma festa que pede traje recepção com gravata. Já o pai, na faixa dos 40 anos, provavelmente vai optar por um terno.

O fascinator, minúsculo detalhe de cabeça popularizado por Kate Midleton, evoluiu de Chanel. A estilista lançou, em 1935, uma rosa ao alto da cabeça envolta por uma voilette (veuzinho). Olha só esta máxima de Coco Chanel: ” Uma saia é feita para cruzar as pernas; uma manga para cruzar os braços”. Então, quando se faz uma prova de roupa deve- se observar com essas posturas o conforto do corte da saia (sobe muito?) e o comprimento da manga (fica curta?).

Sobre os protestos
Após tantos anos de silêncio, os protestos que vêm levando milhares de cidadãos às ruas são uma forma democrática de exercer o direito de expressão. Alguns destes jovens manifestantes estão formando sua consciência política, da mesma forma como ocorreu com a geração dos seus pais. É uma pena que vândalos e criminosos tenham se valido das passeatas para cometer atos de violência. As imagens estão à vista de todos nós para uma análise dos fatos.

A companhando o noticiário sobre este movimento cívico, me preocupam também as crianças pequenas levadas às passeatas pelos pais. Elas são mais indefesas, até por ocuparem menos espaço em meio à massa. Uma criança pode se perder diante de uma arruaça, largar a mão da mãe ou cair dos ombros do pai.

Não é preciso, para sua formação, participar de movimentos como esses. Ver o exemplo dos pais saindo para participar da passeata, ouvir as conversas em casa e assistir à cobertura na televisão já basta para despertar o espírito de cidadania.

Agasalho para festas
“Tenho pele de vison na forma de dois bichinhos inteiros, unidos pelas cabeças. Posso usá- los como agasalho com um vestido preto de crepe bordado para uma recepção à noite?”  MARGARIDA

Bichos inteiros e estreitos, mesmo a nobre vison, são mais usados como um cachecol sobre casaco e não com vestido de festa. No seu caso, agasalhe-se com as peles e nos interiores as retire, enrolando-as no braço. Existe no século 21 maior liberalidade na produção do traje, mas o ideal é seguir, em parte, a tradição do bem vestir.
A moda atual inclui coletes de pele fake que compõem bonitas produções de traje.

Programa emprestado
“Pede-se emprestado a um espectador que está perto de nós seu programa do concerto quando não se consegue pegar um dos últimos distribuídos?” CARMEM

Sem problemas, desde que o programa seja logo devolvido.

Coluna social
“Sou colunista social em uma cidade do Interior e gostaria de saber se, para noticiar uma festa ou publicar fotos, devo ter sido convidada.” BITE

Se um release lhe foi enviado antes, mesmo que não tenha recebido convite, pode noticiálo, quando de interesse da sua coluna. Sempre que você tiver interesse de divulgar um evento, noticie, pensando nos seus leitores. É assim que um colunista fortalece sua rede de informações e bons relacionamentos.

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