Celia Ribeiro: Gaúchos “chevaliers du Tastevin”

Semanalmente, os membros da Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho comentam as bebidas em grupo

Foto: Fernando Gomes

Num tempo em que praticamente só os homens se preocupavam em adquirir cultura sobre vinhos, a professora Isolda Paes tornou-se uma expert. Como tal, em 1991, foi uma das fundadoras da SBAV, a Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho Porto Alegre (sbav.com.br). Foi ela também a primeira brasileira a se tornar membro da Confrarie des Chevaliers du Tastevin, sediada em Beaune, na região da Borgonha, na França.

Este ano, Carlos Alberto Carpena também o título, apresentado pelo confrade, o professor José Luiz Rodrigues. À cerimônia da ordenação dos novos “chevaliers”, seguiu-se um banquete de 600 talheres no Chateau de Clos de Veugeot, antiga abadia cisterciense do século 13. Vermelho e amarelo em tons vivos aqueceram o austero ambiente, que contou com um palco diante de seis filas de mesas. A apresentação de um coral com músicas regionais da Borgonha deu um toque todo especial.

Numa das últimas reuniões da SBAV, em sua sede, na Rua da Liberdade, 120, foi comentado o cardápio do banquete, com sete pratos (assiettes) harmonizados com vinhos oferecidos pelas vinícolas da região. Uma dessas harmonizações foi de Oeufs en Meurette (ovos cozidos em molho de vinho) e um Santenay Clos Genêts 2003. O quarto prato, um porco assado à moda Lucullus, teve como parceiro um vinho Beaune Premier Cru Dames Hospitalières 2004, produzido pelo hospital da cidade de Beaune.

Semanalmente, os membros da SBAV comentam vinhos por eles próprios apresentados. Há sempre novidades – até o Japão debuta como produtor. Um grupo de amigos viajou a Borgonha para assistir a ordenação de Carlos Alberto Carpena. São cinco atualmente os “chevaliers” da SBAV.

Flor na lapela

Flor na lapela do noivo, dos pais e padrinhos é uma tradição nos casamentos, quer seja com fraque, meio-fraque ou terno escuro. Existe nos trajes masculinos para recepção e em alguns ternos escuros uma casa ao alto da lapela esquerda do paletó. É a botoeira ? e nela também são fixadas condecorações.

A professora Valerie Gallien me explicou que os franceses se referem à flor na lapela como “un oeillet à la boutonnière”. A cerimonialista Martha Fortuna lembra que se retiram as folhinhas do cravo branco do noivo ? e dos vermelhos dos pais e padrinhos ? antes de enfiar o caule na botoeira e fixá-lo por trás com um alfinete.

As flores variam: rosa branca ou muguet para o noivo; raminhos coloridos para os homens do cortejo. Este detalhe é enviado à residência dos integrantes do cortejo, ou colocado na igreja, aguardando o momento de entrar.

Receber com finger foods

“Vou receber amigos, mas não tenho cadeiras para todos. Por isso não pretendo servir petiscos e docinhos para comer com talheres, mas finger foods (comidas para comer com os dedos). Posso misturar cálices de vidro e de plástico?” MARCIA

Para acompanhar finger foods reserve muitos guardanapos descartáveis, ainda que haja espetinhos e caixinhas de papel acondicionando os quitutes. Quanto aos copos, sirva padronizados, mesmo sendo descartáveis. Em dúvida, porque não aluga copos de vidro todos iguais?

Vinho não aprovado

“Fomos jantar num bom restaurante e meu marido, ao fazer a prova do vinho, não gostou. O garçom disse que nunca tinham recebido reclamação daquele vinho. Como resposta ao nosso pedido de falar com o proprietário do restaurante, o mesmo garçom trouxe outra garrafa para ser aberta. Estava perfeito.” MANOELA

A prova do vinho da garrafa recém-aberta é para o cliente verificar se ele está em boas condições. Uma garrafa de um vinho importado da mesma safra pode ter tido o produto alterado no transporte, devido à temperatura e à agitação de um navio em alto mar. Outra causa pode ter sido a rolha da garrafa. O garçom que não sabe isto ignora a razão da prova do anfitrião e jamais enfrenta um cliente. Precisa melhor treinamento.

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