Celia Ribeiro: Maria mais diz seus poemas do que os declama

Em meio a este final de ano tão agitado, que deixará 2014 marcado para sempre, houve uma pausa para se ouvir poesia, mexendo com nossa sensibilidade de uma maneira delicada e nos fazendo também rir com versos de humor fino. Éramos três gerações de mulheres no bar Ocidente a ouvir poesia. O Sarau Elétrico das terças-feiras no local dedicou uma noite à poesia com a participação da poetisa carioca Maria Rezende. Ela, que conhece bem Porto Alegre, esteve aqui agora a convite da 7ª FestiPoa Literária para lançar seu terceiro livro, Carne do Umbigo, e rever amigos gaúchos. No Sarau, Maria esteve junto a Kátia Suman, aos professores Sergius Gonzaga e Claudio Moreno e ao também poeta Diego Grando.

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Filha do diretor de cinema Sergio Rezende (de O Homem da Capa Preta e outros filmes de sucesso) e da produtora Marisa Leão, Maria, aos 36 anos, é uma mulher exuberante, diz seus poemas escritos sem rima e pontuação, sorridente e charmosa, de um modo coloquial e nada dramático.

Antes de escrever poemas, aos 16 anos Maria fez oficinas de recitação dadas pela poetisa e atriz Elisa Lucinda. Ao declamar versos de autores famosos, a jovem já assumira o estilo com o qual diria seus versos, de mulher que vive em seu tempo.

– Minhas rimas são internas, não no fim do verso. Faço a poesia de uma carioca contemporânea e urbana. De uma mulher do século 21 – define-se Maria Rezende.

Ela vive da profissão de montadora de filmes. Agora mesmo está em Lisboa, trabalhando num filme dirigido por sua irmã e lançando seu livro em Portugal.

 

De uns tempos pra cá

Tudo é dentro mas nem tudo é mar

Tudo é vento mas nem tudo é ar

Tudo é centro mas nem sempre ali

Tudo promete mas nem tudo vai se cumprir

(Do livro Carne do Umbigo – Editora Oitoemeio, 2014)

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Novo reencontro

Fiquei muito feliz em conhecer tantos leitores ao autografar Etiqueta de Bolso (L&PM Pocket) na Feira do Livro de Porto Alegre. No próximo dia 2, terça-feira, teremos a segunda sessão de autógrafos – será na Livraria Saraiva do Moinhos Shopping, a partir das 19h.

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Etiqueta na prática

Envie sua pergunta para a Celia: contato@revistadonna.com

Presentes sem identificação

É comum festejar o Natal em casa convidando amigos íntimos sem fazer amigo-secreto. O correto é abrir o pacote na hora de recebê-lo. Os presentes são colocados todos juntos para serem abertos após a ceia. Os pacotes devem ter o cartãozinho de identificação de quem o dá para quem. No caso de presentes enviados antes do Natal ou de a gente na confusão misturar os cartões, deve-se passar um e-mail ou telefonar às pessoas não identificadas, falando a verdade. É até sinal de consideração. Daí todo o cuidado de escrever o nome de quem deu aquele presente no papel do embrulho. Nossa memória falha nesta época do ano.

 

Transferência

Ganham-se alguns pequenos presentes interessantes, porém repetidos, ou que não fazem nosso estilo, podendo ser transferidos a quem saiba aproveitá-los melhor. Mas se deve anotar quem deu o objeto, para não arriscar uma saia justa como esta que me contaram. Uma moça ganhou de aniversário uma echarpe demasiado austera e a guardou para passar adiante. Um ano depois, sem prestar atenção, presenteou-a de Natal para a mesma amiga que a tinha dado. Esta, com humor, fez um comentário de mau gosto:

– Adorei esta echarpe desde o momento que a comprei para ti. Mas reconheço que ela é mais adequada para mim. Não precisas encabular.

 

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