Celia Ribeiro: Na rota da padaria artesanal

Colunista fala sobre a onda das padarias gourmets em Porto Alegre

Foto: reprodução

Em 2002, quando a engenheira de alimentos Ana Zita abriu a Barbarella Bakery, na Dinarte Ribeiro, o porto-alegrense daquela zona adquiriu o hábito parisiense de levar para casa o pão baguete em fim de tarde. Pouco depois, Carina Barlett surgiu em outro bairro, na Vasco da Gama, colocando em prática também sua formação no Exterior. Surgem agora outras boulangeries em que o pão é o carro-chefe, bem acompanhado de doces e biscoitos finos.

Na Jean Pièrre, João Pedro Silva inclui os produtos da chef patissière Paula Silva, com formação em Paris, na sua padaria aberta há dois meses. Ele é um desses profissionais apaixonados pelo ofício desde a infância. Filho de mãe uruguaia, diariamente ia buscar pão na padaria perto de casa.

Aos 13 anos, foi trabalhar num estabelecimento em São Paulo. Ele queria ser médico até ouvir de um médico que produzir alimentos é tão importante quanto tratar da saúde. Cursou Engenharia de Alimentos na Universidade do Chile.

Raul Coppetti e Fernando Pascual, sócios da Cook Store, loja de utensílios de cozinha, desde jovens compartilham o gosto pela gastronomia. Na Sabor de Luna, outra empresa deles, o uruguaio Raul expressa sua paixão por pães preparados com farinha de trigo argentina, croissants e derivados.

Faz pouco que, no terreno da Cook Store, no bairro Mon’t Serrat, abriram a padaria. Além do pão baguete, destaca-se a plantilla, grande biscoito champanhe oval, que fez parte da infância de Raul, em Montevidéu.

De design colorido, muito frequentada por jovens, é a Padarie, de Priscila Figuera, que trabalhou em São Paulo na padaria de Alex Atala e Rogério Shimira e fez curso no San Francisco Baking Institute. Este roteiro mostra que Porto Alegre vai bem com suas boulangeries, mudando o comportamento das pessoas que, ao adquirir pão de qualidade, desfrutam de novos pontos de encontro.

Serviço:

Barbarella: Rua Dinarte Ribeiro, 56. Tel. 3346-7164

Jean Pièrre: Rua Eng. Antônio Rebouças, 74. Tel. 3331-8142

Sabor de Luna: Rua Pedro Ivo, 844. Tel. 3516-0678

Padarie: Rua Fabricio Pilar, 822. Tel. 3517-6583

Ainda sobre pão

Cinco mil anos antes de Cristo, os egípcios já conheciam o pão, cuja farinha era obtida com o moer do trigo através da fricção de duas pedras. Conhecendo um pouquinho da história do pão, constata-se a valorização do padeiro pelo fato de reis sentarem-se à mesa de banquete entre ele e o cozinheiro, “tão importantes como um ministro das finanças”. Caso o padeiro não seguisse as leis de panificação, recebia duros castigos. É o que se aprende numa visita ao Museu do Pão, em Ulm, encantadora cidade no sul da Alemanha.

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Não só como inspiração para a arquitetura de castelos que a França insere-se na cultura alemã. Na verdade, as influências estão hoje mescladas. De três em três anos realiza-se na Alemanha, a IBA, uma feira organizada pela Confederação Alemã de Padeiros, visitada por João Pedro Silva e a dupla do Sabor de Luna.

Entre um vinho e outro

Uma novidade para “limpar” o gosto entre um e outro vinho são as pastilhas Panvino, lançadas faz pouco em Brasília, por ocasião da feira Vinus Brasilis. É um pão fino e mais rígido do que hóstias, mas com a forma delas, com quatro centímetros de diâmetro, oferecido em embalagens de 30 unidades. São consumidos com água, como é feito na degustação de quem entende de vinho. Tão prático para o consumo como tomar uma cápsula de remédio à mesa. www.panvino.com.br Tel. (61) 8294-2366.

Presente difícil

“Um amigo nos convidou a passar o fim de semana no seu sítio em São Paulo. Desejo levar uma lembrança aqui do Rio Grande do Sul, que não seja vinho, chocolate e livro. Ele tem 30 anos. Pode nos dar uma sugestão?” IARA e JOÃO

Uma ideia é adquirir, em uma joalheria típica, pedras de Lajeado para colocar sobre os papéis no birô ou na estante de livros. Há muitos objetos interessantes. Expert em pedras é a joalheira Carmen Rocha.

Só adultos

“Farei um grande almoço pelo meu aniversário com convites por e-mail e impressos e não sei como recomendar para não levarem crianças sem ser indelicada.” ANA BEATRIZ

Refira-se a “um almoço só para adultos”, e cada convidado fará como pode, pois sendo sábado ou domingo é complicado ter com quem deixar as crianças. Talvez receba telefonemas de convidadas explicando o problema. Justifique, então, a falta de espaço.

Curto ou longo?

 “Fui convidada para um casamento que pede traje recepção. Não sei se vou de vestido curto ou longo e não tenho intimidade com os noivos para perguntar.” ANNELIESE

De fato, esta dúvida não é para ser solucionada pelos noivos, pois o tipo de roupa foi informado. Como traje recepção, existe o curto e o longo. Esta modalidade atualmente é mais própria de madrinhas e mães de noivos. A maioria vai de vestido recepção curto.

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