Celia Ribeiro: No reino do design

Foto: Eduardo Liotti

Ao entrar na Mostra Casa & Cia, nos surpreende a atmosfera religiosa do hall, centralizado na madona esculpida em madeira. Ali se faz o primeiro questionamento da visita. A resposta é dada pelo biquíni vermelho estampado no vidro, ao lado da reprodução da Eva no Eden, pintada por Lucas Cranach, em 1493. O designer Henrique Steyer, neste espaço ecumênico, transmite o conceito da criatividade e do consumo do design, vinculando-o à criação divina.

Nos ambientes paira o senso de sustentabilidade nos móveis e luminárias fabricados com novos materiais, como “madeira líquida”. No projeto Cidade do Futuro, já mostrado em Milão, a arquiteta gaúcha Betina Gomes sugere a moradia do futuro. Na mostra, se passa em revista diferentes designs de cadeiras de braço, desde a Mackintosh criada em 1904 até a cadeira de Philippe Starck, na mistura de três estruturas de madeira vergada.

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O olhar masculino recai nos três módulos de sarrafos, como uma grande escultura na qual foi colocado um tampo de vidro, gerando o aparador, no espaço Pessoal & Intransferível. Em Ócio Criativo, o balde de gelo é substituído por uma cuba no tampo do balcão de aço corten – o bar do dono da casa – para deixar garrafas no gelo. O mesmo princípio se observa na mesa de refeições do Living Ibirapuera (foto), com um recipiente impermeabilizante de acrílico na cuba, fácil de colocar e retirar.

A mesa “festa”, com o tampo de vidro, que deixa à vista pratos e talheres nas gavetas, é criação dos designers Jaqueline e Cezar de Araújo, como ganho de tempo para arrumar a mesa de convívio. Assim como um bom filme, a Mostra encerra com uma alusão à floresta, design das arquitetas Lui&Tina, com estruturas revestidas por tecido de artesãs mineiras, em alusão à produção do Brasil em fibras e materiais para execução dos produtos de design.

Alô em má hora

“Vivo sempre ocupada e não aprendi a ser educada quando me atraso para um compromisso. Já atendo o telefone impaciente e falando ligeiro. Outro dia, acho que me passei com uma amiga que muito aprecio. Peço desculpas?” LYA

Desculpar-se é uma atitude normal quando não se cai em exagero. Ninguém age por impulso com a intenção de ser grosseira, ainda que o autocontrole seja um exercício permanente. Como o fato está causando desconforto, retorne o contato com sua amiga e explique o que acontecia naquele momento.

Perfume desagradável

“Sou secretária de uma executiva, e ela deu para implicar com meu perfume, que acha enjoativo. Existem fragrâncias que não causam este tipo de transtorno?” RAQUEL

Ela tem todo o direito de reclamar, ainda mais trabalhando em ambientes fechados. Perfume é como traje, de acordo com a ocasião. Use uma suave fragrância de lavanda. À mesa de refeições, mesmo com traje recepção, são evitados aromas intensos que se mesclam ao odor e sabor da comida. Não se usa perfume para visitar doentes, nem junto às pérolas no pescoço. Gotas de perfume aplicadas no lado interno dos pulsos e dos joelhos duram mais. Nunca direto na roupa.

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