Celia Ribeiro: novas funções para objetos fora de uso

Nós, os brasileiros, somos conhecidos como consumistas e não fujo a essa regra. Com a crise que enfrentamos agora do ruim também se tira proveito , me dei conta de que estou tirando maior vantagem dos livros adquiridos em viagens, que tenho na estante com obras de interesse do meu trabalho, inclusive recortes de revistas. Outro dia fiquei namorando numa vitrine um atraente porta-talheres para ir à mesa, mas deixei para comprá-lo em outra ocasião.

No livro Forks, Knives & Spoons (Garfos, Facas e Colheres), de Peri Wolfman e Charles Gold (Ed.Clarson Potter, Nova York), colecionadores de talheres antigos, vi com novos olhos fotos de porta-talheres improvisados (foto acima), como ânforas de metal, vasos e copos de vidro colocados sobre a mesa. Já pensou em talheres de sobremesa espetados na superfície de um bolo simples, sem glacê? É um charme que vai bem numa tarde de chá com duas ou três amigas íntimas.

Mais dicas de etiqueta da Celia Ribeiro?
:: Preparativos para garantir a pontualidade:: A prioridade na entrada é de quem sai
:: Uma boa sopa esquenta até a alma

Existe uma revista brasileira muito criativa editada em São Paulo pela Editora Minuano, a Make, que trata de art e design. As fotos são sugestivas, incluindo uma estante montada com caixotes de feira, cujo destino era o lixo. Sem pensar em lixo, Rita Paiva sugere como porta-talheres filtros de café com garfo e faca envoltos em guardanapos coloridos, prontos para serem usados.

Com razão, a colunista Claudia Tajes, em Donna do domingo passado, manifestava preocupação com os excessos acumulados em casa. Repercutem na sustentabilidade. Hoje, estamos filosofando sobre “menos é mais”, mas é difícil, numa biblioteca particular, livrar-se de livros que poderão ser úteis algum dia ou de enfeites que testemunharam momentos felizes, lembranças de pessoas que nos são muito queridas.

Etiqueta na prática

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POUCO ESPAÇO & RECEBER BEM

“Moro num apartamento que tem só uma sala com cozinha americana, quarto e banheiro. Gostaria de receber amigos para provarem minhas comidas, mas que se sintam confortáveis. É possível?” MARCO

Sim, é possível. A primeira condição é que os amigos sintam-se confortáveis, portanto, não convide mais pessoas do que permite o espaço pequeno. O fato de a cozinha ser conjugada à sala ajuda a dar atenção constante aos convidados. Pode servir a comida nos pratos direto da panela, o que garante qualidade, ainda mais no inverno.

BEIJOS DE AMOR EM RESTAURANTE

“Sou uma jovem gay. Estávamos lanchando num restaurante e nos beijávamos quando uma senhora disse que deveríamos ir para casa. Ficamos pasmas diante de tanto preconceito”. PATRICIA

De acordo com a boa educação, agarramentos em restaurante, tanto se tratando de heteros como gays, não cabem em volta de uma mesa de refeições. Mas essa senhora que reclamou de vocês teria feito o mesmo com outro tipo de casal.

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Há uma tendência de confundir a pá de torta com a espátula grande, que faz par com o garfo de servir peixe nos pratos. Num bufê de sobremesas, sempre falta pá para destacar a porção de tortas, pudins e pavês, por isto se recorre frequentemente à pá grande de peixe. Com faca grande e colher se cortam tortas e pavês; com duas colheres de sopa também se servem doces cremosos. Apresento a imagem das duas pás: a da esquerda é a pá de torta, que vale também para cortar bolos salgados, especialmente quiche.

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