Celia Ribeiro: O mito de pigmalião

O escritor irlandês George Bernard Shaw (1856 1950) inspirou-se na mitologia grega para criar a peça Pigmalião, que estreou em Londres em 1913. Na lenda grega, um certo rei da ilha de Chipre, que era também artista, esculpe uma mulher conforme seu ideal e acaba se apaixonando pela própria obra. Nos anos 1960, quase simultaneamente, apareceram o filme e o musical My Fair Lady, que difundiram por todo o mundo a história do homem que transforma uma pobre florista em grande dama: Eliza Doolittle.

No filme dirigido por George Cukor, Eliza é interpretada por Audrey Hepburn, e seu pigmalião por Rex Harrisson. No Brasil, o musical teve primorosa montagem com Bibi Ferreira e Paulo Autran. Assistimos a My Fair Lady na inauguração do saudoso Teatro Leopoldina em uma grande temporada. Houve um ano em que as debutantes do Juvenil, em vez da valsa de Strauss, dançaram a grande valsa de My Fair Lady, lembrando Eliza Doolittle dançando com seu pigmalião.

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Na trama da novela Totalmente Demais, que estreou há pouco na faixa das 19h, a vendedora de flores é interpretada por Marina Ruy Barbosa (foto), ainda na sua fase paupérrima, mas já observada por Arthur (Fábio Assunção), que deseja transformar Eliza na Garota Totalmente Demais. Quando a trama foi anunciada, mencionou-se que seria uma adaptação de My Fair Lady para os dias de hoje.

Arthur garante que vai transformar Eliza em modelo. Bem mais fácil do que o professor de fonética Higgins ter conseguido tornar a pobre vendedora de flores em uma grande dama, modificando sua forma de falar – que especialmente na Inglaterra é uma marca muito forte de origem social. A Eliza de Marina Ruy Barbosa precisa apenas tomar um banho de butique e ser educada a controlar o forte temperamento para vender sua imagem de modelo.

 

Etiqueta na prática

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Madrinhas padronizadas

A noiva pedir às madrinhas de casamento cor única de roupa é uma atitude complicada, mas não rara. Independentemente dessa opção sempre deve ser avisado àquelas que participam do cortejo a cor do vestido das mães – com prioridade para o look da mãe da noiva. Pedir igual comprimento de saia às madrinhas é normal, bem como o traje escuro dos padrinhos. Uma leitora escreve sobre seu embaraço pelo fato de sua afilhada pedir mais ainda: acompanhar a escolha do modelo do vestido. Pode, sim, agradecer o honroso convite, mas não aceitá-lo, por questões econômicas do momento. Prefere ir ao casamento, como convidada, com um traje de festa novo que possui.

 

A festa não deixa de ser uma viagem 

A sensação após se ter programado em detalhes uma viagem de lazer com assessoria de uma agência de turismo tem tudo a ver com o que a gente sente ao entrar no avião, no carro ou no ônibus: nada mais há a fazer. É confiar na boa sorte. Assim se dá com uma festa planejada com uma boa profissional do ramo, com quem se discute tudo, começando pelo orçamento. Essa participação dos anfitriões é também um prazer e refletirá seu estilo, propiciando a eles melhor desfrutar a festa.

Aadvogada Andrea Loureiro (andreasloureiro@terra.com.br) interrompeu o curso de Arquitetura para cursar a Faculdade de Direito. Da arquitetura ficou-lhe, no entanto, o interesse pelo design, que a levou a matricular-se em cursos de joalheria e a participar de oficinas de design de joias em São Paulo. Em uma das muitas viagens ao Exterior com o marido, Antonio Ulrich, Andrea formou uma coleção de pedras: lápis lazuli, coral, ônix, turquesa, ametistas. E pérolas.

Foi durante um retiro espiritual no Templo Budista de Três Coroas que Andrea decidiu criar joias a partir dessa coleção, com design próprio. O resultado foi apresentado recentemente em espaço da Associação Leopoldina Juvenil. A maioria das peças é de prata, com mistura de cores em resina. No final do processo, brincos e pingentes recebem banho de rodo, substância que confere durabilidade ao brilho. Algumas dessas joias incluem a figura de Buda.

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