Celia Ribeiro: O prazer de compartilhar uma viagem

 * Boas festas e feliz 2016 é o que desejo para quem costuma passar os olhos nesta página da revista Donna. Em janeiro, estarei em férias. A coluna retorna no dia 1º de fevereiro.

No tempo dos slides, um dos atributos dos chatos recém-chegados de suas primeiras grandes viagens era chamar os amigos para a exibição de paisagens e grandes momentos vividos durante as férias, já emoldurados em papelão e colocados em um projetor especial. A conversa fluía divertida quando o anfitrião-produtor apagava as luzes da sala e iniciava a sessão. Nos primeiros minutos, tudo bem, mas logo surgiam as conversas transversais, e o anfitrião percebia que não dava para compartilhar tudo o que registrara nas férias.

Antes das câmeras digitais, mandava-se revelar o filme e, às vezes, ampliar algumas fotos, sem saber o resultado. Aguardava-se, então, a volta da viagem com a curiosidade latente: será que aquela imagem saiu bem? Primeiro, fazia-se uma prova geral com os fotogramas revelados e, depois, as ampliações. Muito tempo e dinheiro dispendidos que hoje, com a tecnologia digital, correspondem a zero, já que fotos sem qualidade são deletadas na hora.

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Nos anos 1990, com o avanço tecnológico, passamos a outra era. Hoje, há pessoas com domínio digital que têm por hobby produzir álbuns de fotos tiradas por boas máquinas fotográficas ou pelo celular. São diagramadas por eles próprios sobrepondo imagens e textos. Abre-se um leque muito maior de temas para fotografar. Em vez de mostrar as fotos no celular, processo moroso para um amigo bem-educado interromper, disponibilizam o álbum na internet. Há vários modelos e formatos de páginas, que também podem ser enviados para imprimir.

Como proposta, que tal um Réveillon muito feliz que possa ser revivido a qualquer momento, detendo-se nas expressões do grupo e no ambiente da entrada de um novo ano?

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Século 17 – Em nome da boa educação, não se podia espetar o alimento na ponta da faca para levá-lo à boca, mas era permitido espetar pedaços de queijo para oferecer ao vizinho de mesa. Já se usava garfo e faca à mesa, só que eram substituídos pela colher para comer azeitonas e pela mão ao comer nozes. O guardanapo não devia ser enrolado e atado no pescoço, mas colocado sobre o peito. Era o tempo dos paliteiros de prata.

Século 21 – Não se come um alimento na ponta da faca, mas há muitos que são levados à boca com a mão (finger foods), como ostras e minicanapés. Guardanapos de papel são indispensáveis nesse tipo de serviço. Quadradinhos de queijo fazem parte dos aperitivos, com atraentes minigarfinhos para fisgá-los. Não se usa mais palitar os dentes – eles ficam à disposição no banheirinho social.

 

Etiqueta na prática 

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Presente adequado

Presentes que serão oferecidos a profissionais devem ser escolhidos com bom senso. O gerente que está por avaliar a proposta de um fornecedor se receber dele um objeto de grande valor no dia do seu aniversário pode entender o gesto como tentativa de suborno (ainda mais agora, quando hordas de políticos tornam-se réus). Vale muito mais a imaginação na escolha de uma bebida ou uma gravação musical que o aniversariante adore – desde que as duas pessoas tenham convívio que justifique o gesto. Um prêmio conquistado é boa ocasião para sensibilizar, e o tempo dedicado a escrever um belo texto no cartão torna-se mais do que uma simples lembrança.

Tempo de luau 

O brasileiro adora um luau, palavra havaiana que significa festa. Quem crê homenageia Iemanjá, à beira-mar, de preferência em noite de luar, à margem de um lago ou de um rio. Ao organizar o grupo de amigos, é importante avisar a partir de que horas será o encontro. Um dos participantes leva seu violão, e cestos de frutas delimitam o espaço. Bolsinha a tiracolo, caixas de isopor, com alimentos fáceis de comer, e muito guardanapo descartável, desde que os restos da ceia sejam reunidos em sacolas grandes na primeira lixeira que surgir.

 

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