Celia Ribeiro: O vinho e as mulheres

Há poucas semanas, a enóloga e consultora Maria Amélia Duarte Freitas abriu a Vinho & Arte Casa, um centro de vinhos, onde faz palestras e forma grupos de viagens para visitas a vinhedos e vinícolas da Europa e da América do Sul

A enóloga e consultora Maria Amélia Duarte Freitas
A enóloga e consultora Maria Amélia Duarte Freitas Foto: Diego Vara

Tem despertado atenção, nos últimos anos, o grande número de mulheres que se especializam em vinhos, dedicadas à profissão de enólogas, com formação em cursos técnicos e de nível universitário. Há poucas semanas, a enóloga e consultora Maria Amélia Duarte Freitas abriu a Vinho & Arte Casa, um centro de vinhos, onde faz palestras e forma grupos de viagens para visitas a vinhedos e vinícolas da Europa e da América do Sul.

Cinco mil anos antes de Cristo, já se tomava vinho. Como até a Idade Média a bebida esteve na mão de homens, sob o domínio da Igreja, a mulher só começou a aparecer nos laboratórios, aprimorando tecnicamente os vinhos. Logo elas chegariam à produção, como foi o caso da Veuve Cliquot, que, aos 28 anos, apurou os métodos do champanhe. Mais tarde, por volta de 1890, o champanhe brut foi criado por Madame Pommery.

Em Portugal, Antônia Ferreirinha é reverenciada até hoje pelo resgate que fez dos vinhedos do Vinho do Porto, destruídos por uma praga. Atualmente, Felippa Pato abriu uma vinícola que leva seu nome. Filha do respeitado vinicultor Felipe Pato, Felippa
quis ser independente e desenvolver sua própria empresa de vinhos. Próxima de nós, a argentina Suzana Balbo, com mestrado em Agronomia e Enologia, honra bem os atuais vinhos de seu pais.

Estas histórias verídicas e outras tantas são comentadas por Maria Amélia, gaúcha de Garibaldi, durante os jantares harmonizados que promove para grupos de no máximo 12 pessoas. Na casa agradável com interiores de tijolo vermelho, combinando com o vinho, o chef Jorge Nascimento prepara os cardápios para os jantares harmonizados apresentados por Maria Amélia. Em outubro, ela viaja a Portugal para visitar vinhedos e vinícolas importantes.

Saiba mais:
vinhoearte@gmail.com
Fone: (51) 3072-1777

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O café da manhã é uma refeição fundamental – principalmente quando se está em viagem. Muitas vezes pode incluir saladinhas, quiches e petiscos leves tornando-se um brunch que chega até as 15h. Aos domingos, pode ser uma festa entre amigos, com a vantagem de se prescindir do almoço. Há quem tome, ao final, uma taça de espumante comemorando o dia que se abre diante de nós.

Jean Pierre criou um point para café da manhã na Bela Vista. Inaugurada há duas semanas, a Jean Pierre Pâtisserie et Boulangerie (Rua Engenheiro Antonio Rebouças, 74) é uma padaria de padrão europeu, com pães divinos, croissants e brioches para saborear com fiambres frescos. É aquele charme das padarias que se transformam em núcleos de aconchego num ambiente com aroma
de pão fresquinho.

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Convite para dois
“Tenho um companheiro relativamente estável. Uma amiga sabe disso e mandou o convite de casamento da filha só para mim. Posso pedir que ela o inclua? E o presente será nosso ou só meu?” MARIO
– Como você mesmo referiu a relação de vaivém, sua amiga agiu assim. Diga a ela que deseja levar o companheiro. O presente será dos dois, já que ele também é convidado.

Troca de roupa
“Fui convidada para a formatura de um amigo, às 16h30min, e para o jantar festivo, às 21h. À tarde, pretendo usar vestido tomara que caia; à noite, longo preto. Há amigas que vestirão o mesmo traje nas duas ocasiões. Deveria repetir o modelo também?” ELOAH
– É estranho e desconfortável usar um vestido curto sem alças no alto inverno à tarde, componha o traje com um blazer. Trocar de roupa para a festa depende de você.

Pratos para o bufê
“Fico sempre em dúvida de como segurar o prato ao me dirigir ao bufê. Tenho observado que a postura varia muito. Qual o certo?” JOEL
– Mais higiênico é segurar o prato com o cotovelo dobrado, com uma mão ou as duas. O que não pode é colocar o prato debaixo do braço ou segurá-lo com o braço estendido, batendo na perna. Dos outros também, porque em geral há uma fila.

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