Celia Ribeiro: o “vino santo” italiano é vinho de sobremesa

A ideia de umedecer biscoitos champanhe num cálice da nobre bebida espumante não é novidade, mas um gesto informal que não cabe diante de experts em vinhos. Eles pensam que interfere no excelente sabor da bebida. Conversando com a gastrônoma Maria Teresa Pessano, ela contou-me que havia recebido de presente uma garrafa do italiano vino santo, com uma caixinha de biscoitos de amêndoas para umedecer no cálice. O vino santo é feito com uvas brancas da região da Toscana, apanhadas bem maduras no galho, quase como passas, e fica por três anos numa barrica menor com uma cruz de madeira na tampa como identificação. É um vinho doce de sobremesa, e seu nome surgiu por ter sido o preferido, faz muitos séculos, dos sacerdotes que o tomavam durante a missa.

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Este tipo de vinho tem sua denominação genérica de acordo com o país de origem. Sauternnes é o francês. Icewine é canadense, icewein é alemão e, no sul do Brasil, é colheita tardia ou late harvest. O vinho de sobremesa é servido em cálice menor, como para vinho do Porto, ou no de vinho branco na quantidade de 50 a 100 ml, temperatura de 14 a 18 graus. Merece cálice de cristal transparente para se apreciar sua bela cor: um amarelo âmbar com reflexos de tom de laranja. Pode ser servido também fora das refeições, como o vinho do Porto, acompanhando torta, bolos e cremes.

Como argentino que conhece a boa mesa e agora italiano eleito pelos cardeais, é bem provável que o papa Francisco tenha vino santo em sua mesa de refeições no Vaticano.

Finos cristais

Priscila Nunes mostrou na sua Parochi, em espaço especial da loja de finos cristais e objetos decorativos para casa, a vistosa coleção reunida por Cintia Deiro e Paula Cruz (contato@nillaaccessorios.com) dos designers paulistas Camila Klein, Hector Albertazzi, Nadia Gimenez, Juliana Manzini e Estela Geromini.

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Seis fios de diferentes colares formam peça única, que é assim vendida, com a possibilidade do uso separado de cada um: novidade de Camila K. São complementos de mais valor dedicados a mulheres que possuem muitas joias verdadeiras, mas querem variar seu look com peças que tenham aparência de bijuteria.

Etiqueta na prática

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BOLO FAKE

“Fui aconselhada a mandar fazer um bonito bolo de casamento só para constar nas fotografias. Mas fiquei na dúvida, pois acho que teria de servir fatias de bolo real, seguindo a receita tradicional. No fim, o valor seria quase o mesmo e nós não apareceríamos cortando o bolo nas fotos e no vídeo.” MARLENE

Dependendo do número de convidados, muito bolo de casamento fake (falso) tem a camada maior com conteúdo para ser partida e as fatias distribuídas primeiro aos pais dos noivos e pessoas a quem eles querem homenagear. Também bem-casados são apresentados em camadas, no formato de bolo de casamento, como já esteve muito em moda, por sua praticidade e bela imagem.

FINGER FOODS

“No Rio Grande do Sul, come-se asinha e coxinha de frango grelhadas, e muitas pessoas pegam o grelhadinho com a mão. Acho muito deselegante e a gente acaba com a boca besuntada. Por isto, tenho a paciência de comer as partes mais gostosas do galeto com garfo e faca, só que todos gozam de mim”. IRIS

Há alimentos que se pegam com os dedos (finger foods): canapés, empadas, salgadinhos em geral, sempre sem molho, e docinhos. Eles vêm dentro de pelotines, forminhas de papel de diferentes tipos. Para comer asa e coxinha de frango sem talher, pode-se pegá-las com guardanapo descartável, até dois ao mesmo tempo.

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