Celia Ribeiro: Sem lugar para o preconceito

Preocupação em combater a homofobia ganhou ainda mais atualidade

Celia Ribeiro
Celia Ribeiro Foto: Divulgação

Tanto no noticiário internacional quanto por aqui, tem estado cada vez mais em evidência a preocupação em combater a homofobia e em garantir direitos iguais para homens e mulheres homossexuais. Com a eleição do deputado Marco Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, esse debate ganhou ainda mais atualidade.

No último dia 10, na Faculdade de Educação da UFRGS, o professor Gustavo Duarte conquistou o título de doutor em Educação defendendo uma tese sobre o tema Homossexualismo e o Processo de Envelhecimento. Seu material de pesquisa é apoiado em depoimentos dos integrantes da Oficina de Gente que há 14 anos reúne, em Porto Alegre, um grupo de 12 homens homossexuais.

O grupo é formado por profissionais, entre 24 e 67 anos, de diversas áreas – servidores públicos, professores, médico, jornalista, instrutor de patinação, bancário, arquiteto e engenheiro -, alguns já aposentados, que fazem reuniões bimensais para discutirem assuntos que lhes são específicos. Todos convivem com a família e outros amigos, mas neste grupo discutem assuntos como a posição dos políticos em relação aos direitos dos gays.

Os encontros não têm pauta predeterminada. Os assuntos da semana fluem ao natural, às vezes diante de um convidado, como ocorreu com a ex-vereadora Maria Bernardete. As reuniões da Oficina, incluindo bom vinho e salgadinhos, são realizadas na casa de quem estiver disponível para receber.

Ainda que não convivam sempre, vínculos de amizade surgem na troca de ideias. Quem precisa expor uma dificuldade sabe que lá terá todo o apoio, num pacto de ética e de respeito.

Os integrantes da Oficina estudam agora a possibilidade de abrir os encontros para a comunidade, em locais públicos.

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Baile de Máscaras

“Estou com data marcada em julho para festejar meus 50 anos num clube campestre. No envelope do convite, vai uma máscara para ser usada durante a festa. Quero os homens de terno e as mulheres de vestido. O DJ está programando músicas dos anos 70 e 80. Será pleno inverno, e acho importante servir prato quente. O que escolher?” MARIS

– No convite, deve constar o traje: terno masculino (especifique com ou sem gravata) e vestido. Sirva um coquetel que pode incluir canequinhas de porcelana branca com quentão (vinho tinto quente, cravo e canela) mais cachorrinhos-quentes, canapés e canoinhas. Quanto ao prato quente, depende da cozinha do clube, mas pode ser um risoto de frango com aspargos guarnecido com puré de milho ou de moranga. Massas também alimentam. Doce meia hora depois: fatias do bolo de 50 anos com creme e compota de fruta, servido com colher e garfo de sobremesa.

Inauguração

“Vou abrir uma loja de moda feminina no final de maio. Tenho uma longa lista de convidadas, mas a loja não é grande. Vou abrir às 10h e às 17h haverá um desfile. Convido todas as minhas conhecidas, incluindo formadores de opinião?” SILVANA

– Envie convites a todas as pessoas da sua lista, com o horário do desfile. Convites são importante referência para futuras visitas. Convide jornalistas, mas não se esqueça de mandar, depois da inauguração, um release com mais detalhes. Há profissionais especializados nisso.

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