Celia Ribeiro: tricotar é uma terapia tecida ponto a ponto

 Laura Medina, apresentadora da RBS TV (de amarelo) com o grupo de tricoteiras orientadas pela psicóloga Giovanna Chassot (à direita, de lilás), que também tricota, enquanto as integrantes do grupo contam suas histórias verídicas. Anna Freud, a filha de Sigmund Freud, também fazia tricô quando atendia seus pacientes no consultório em Londres, como conta a empregada dos Freud, Paula Fichtl, em seu livro
Laura Medina, apresentadora da RBS TV (de amarelo) com o grupo de tricoteiras orientadas pela psicóloga Giovanna Chassot (à direita, de lilás), que também tricota, enquanto as integrantes do grupo contam suas histórias verídicas. Anna Freud, a filha de Sigmund Freud, também fazia tricô quando atendia seus pacientes no consultório em Londres, como conta a empregada dos Freud, Paula Fichtl, em seu livro "Dia a dia servindo Freud"

Conheci faz muitos anos um senhor bem másculo que gostava de fazer tricô para relaxar do dia a dia no escritório. Os amigos achavam graça da naturalidade com que ele bom goleiro no jogo de fim de semana – movia as duas agulhas. Eu comecei cedo a fazer tricô. Aos cinco anos, ouvindo a professora de minha mãe ensiná-la, aprendi também, de ouvido e sem receita. Nas longas viagens de avião, sempre levei tricô para não ficar parada.

Mas, afinal, qual a origem do tricô? As mais antigas peças tricotadas de que se tem notícia foram descobertas no Egito, 1200 anos depois de Cristo. Quem tricotava eram os homens, com agulhas de osso ou de madeira, enquanto suas mulheres produziam o fio na roca. Portanto, o hobby do senhor tricoteiro acima citado não é novidade em seu gênero.

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Neste inverno que tanto nos castiga, recorri ao tricô, tecendo casaquinhos para os dois recém-nascidos da quarta geração na família – um menino no Rio e a menina em Porto Alegre. Pacientemente, às vezes diante da televisão sem som, deixo rolar minhas memórias acompanhando o ritmo do ponto a ponto das agulhas. Tento tramar ideias, tecer novas estruturas baseadas em experiências passadas (uma das vantagens a serem desfrutadas pelos idosos). Ao final, a costura de uma peça tricotada é como um enfrentamento interior, de onde surgem novas estruturas, como se faz numa terapia.

 Laura Medina, apresentadora da RBS TV (de amarelo) com o grupo de tricoteiras orientadas pela psicóloga Giovanna Chassot (à direita, de lilás), que também tricota, enquanto as integrantes do grupo contam suas histórias verídicas. Anna Freud, a filha de Sigmund Freud, também fazia tricô quando atendia seus pacientes no consultório em Londres, como conta a empregada dos Freud, Paula Fichtl, em seu livro "Dia a dia servindo Freud"

Laura Medina, apresentadora da RBS TV (de amarelo) com o grupo de tricoteiras orientadas pela psicóloga Giovanna Chassot (à direita, de lilás), que também tricota, enquanto as integrantes do grupo contam suas histórias verídicas. Anna Freud, a filha de Sigmund Freud, também fazia tricô quando atendia seus pacientes no consultório em Londres, como conta a empregada dos Freud, Paula Fichtl, em seu livro “Dia a dia servindo Freud”

No século 16, quando o Brasil recém havia sido descoberto, brincadeiras violentas nas cortes alemãs era um hábito elogiável. As crônicas da época narram que houve, em 1526, um baile em Augsburg que terminou com muitas mortes, a ponto de a rainha fugir com suas damas. Na última noite de Carnaval, houve uma batalha entre homens e mulheres que, em vez de flores, como era de hábito, brincaram de jogar lixo uns nos outros. Era parte da etiqueta urbana dos poderosos.

E agora? Diante de tanta roubalheira no país, os jogos são feitos com dinheiro, com a mesma agressividade. No ser humano pode haver um lado ruim que a educação ensina a controlar em nome da civilização. O brasileiro que era reconhecido por sua brejeirice está se transformando num ser agressivo, para quem os assassinatos passaram a ser encarados como banalidade.

Etiqueta na prática

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Casamento com café da manhã

“Vamos casar no verão de 2016 e pensamos num café da manhã íntimo, junto à piscina do nosso clube. O café será servido antes ou depois da cerimônia? Qual o número de padrinhos? Podemos ter um casal de pajens? Tenho 49 anos e meu namorado está com 50. Não sei qual tipo de traje indicar aos convidados. Fica agressivo um vestido vermelho para mim com buquê de rosas brancas?” ADRIANA

Em vez de café da manhã, convide para um brunch (um misto de café da manhã e almoço leve) porque a refeição e os brindes são sempre após a cerimônia. Este tipo de refeição é muito usado nos Estados Unidos entre 10h e 16h. Se você marcou a cerimônia para as 11h, convide para às 10h15min. Sirva copos com água nesse espaço de tempo. Num casamento íntimo, um casal de padrinhos para o noivo e outro para noiva é suficiente.

Local e horário determinam traje passeio (esporte fino): homens sem gravata, mulheres de vestido, incluindo modelos longos estampados ou conjuntos de calça e túnica. Como você estará de vermelho, convidadas poderão usar branco. O par de crianças seguirá o mesmo tipo de traje – e podem estar de branco. Você tem razão na dúvida das rosas brancas, misture-as com verdes e alguma flor do campo.

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