Celia Ribeiro: um pouco da história da cachaça e a caipirinha no Brasil

Diante da confusão dos turistas que viajavam ao Brasil e aos países do Caribe, a ponto de chamar o rum de cachaça, o ex-presidente Fernando Henrique, em 2002, fez um decreto para a cachaça e a caipirinha serem consideradas, no Exterior, produtos genuinamente brasileiros. A destilação do caldo de cana de açúcar já era feita no Brasil, em 1540, nos primeiros engenhos da capitania de São Vicente por iniciativa dos escravos que gostavam da “pinga” para espairecer daquela vida tão sofrida.

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Também foram eles a descobrir o sabor da boa mistura da bebida com açúcar e limão, futuramente batizada de caipirinha, palavra que se supõe ter surgido de “cagaça”, como era chamada a espuma da fervura do caldo da cana. Hoje, só a Alemanha, importa 35% dos 1,3 bilhão litros de aguardente de cana de açúcar produzido pelo Brasil e o modo de fazer caipirinha devidamente difundido. Existe atualmente uma tendência de substituir a cachaça pela vodca russa, também ela uma bebida popular nos países que pertenceram a ex-República Soviética.

Caipirinha entra na sofisticação

George Eduardo Silveira dos Santos, mais conhecido como Edu das Caipirinhas, desfruta de grande prestígio por seus aperitivos servidos em grandes festas e reuniões tanto em cidades gaúchas quanto catarinenses. Ele se apresenta com uma equipe para o preparo do aperitivo com look tropical diante dos convivas, num cenário centralizado por um balcão com frutas e temperos bem expostos em vidros de diferentes tamanhos. É um show, não só pela aparência e o ruído da coqueteleira batendo a mistura para vertê-la no copo tipo uísque, porém mais estreito na base, como pelos variados sabores das caipiras.

Maioria das caipirinhas que Edu prepara em festas é de vodca, mais leve e suave do que a cachaça para os convidados, que sabem seu limite para bebida para começar. Frutas, açúcar, gelo, às vezes temperos de cozinha e flores comestíveis, como o capuchinho, também figuram entre os ingredientes. Dai se obtém belo efeito decorativo no copo com o canudinho em cor destacável.

Quer conhecer algumas felizes combinações sugeridas por Edu, todas com a base de uma dose de vodca ou caipirinha, açúcar e gelo para gerar o aperitivo tropical? Então espia aqui:

– Morangos + maracujá + manjericão
– Abacaxi + manjericão
–  Melancia + maracujá
– Bergamota + limão Taiti + gengibre
– Framboesa + amora + mirtilo + morango + pimenta dedo-de-moça

Brinda-se com caipirinha? Por ser um aperitivo pode se bater os copos num tète à tète, isto é, um momento especial entre duas pessoas. O brinde tradicional com formalidade é com vinhos e champanhe (espumante).

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