Clarissa Corrêa: transformações pessoais fazem parte da caminhada

Dizem que os cabelos crescem, em média, cerca de 1 centímetro por mês. Já as unhas crescem numa velocidade assustadora. E você, até ontem, tinha cinco anos a menos que hoje. É, a vida passa e nos dá um tchauzinho pela janela. No meio disso, nos perguntamos: o que eu perdi?

Às vezes, bate uma saudade do que ficou e do que nem vivemos. Sentimos saudade até mesmo de coisas que nunca vimos e lugares que nunca fomos. Eu sinto saudade de algumas partes de mim, daquela que era destemida para umas coisas e descarada para outras. Da que tinha medo do escuro e que dormia no quarto da mãe. De uma ingenuidade que nunca mais vai voltar.

IMAGEM 2 - Urso de pelúcia com mala de viagem

Os dias acontecem e acabam levando um pouco daquela pureza inicial. Ficamos mais desconfiados, atentos, receosos. Deixamos de lado uma gentileza aqui e outra ali, aqueles sonhos que ficaram apertados, palavras que ficaram tímidas demais e vontades que esqueceram de acontecer. Tudo acontece muito rápido, sem pausa ou tempo para entender o que está havendo. Você precisa simplesmente ir. E ninguém te explica o caminho, te dá um mapa ou pega pela mão para indicar qual o melhor trajeto. A caminhada é solitária, tem poça, tem lama, tem trecho escorregadio.

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É difícil lidar com as mudanças. Mais difícil ainda é aceitar e compreender que nós mudamos. Um dia olhamos para o espelho e não reconhecemos aquela imagem que está mais crescida, mais cansada, mais experiente, mais endurecida. Os sonhos, antes tão cheios de cor, frequentemente sofrem desgastes e precisam de retoques. Muitas vezes precisam ser descontruídos para que façamos tudo de novo com outra cara, outro jeito, novas bases e novos rumos para, então, continuarmos a nossa caminhada.

IMAGEM 3 - Urso de pelúcia com mala de viagem

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