Claudia Tajes: Empatia é quase amor

(Omar Freitas/Agência RBS) Maurício: sobrou o sonho de sobreviver
(Omar Freitas/Agência RBS) Maurício: sobrou o sonho de sobreviver

Muito simplificadamente, empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro, de se identificar com ele e de se imaginar nas mesmas circunstâncias. Penso nisso a cada pedido de divulgação de uma causa social que recebo e são muitos. Se atendesse a todos, nem precisaria escrever a coluna. Bastaria copiar os e-mails, e ainda faltaria página para tantas histórias. Com o final do ano, parece que as necessidades ficam mais urgentes. O tempo passou e as coisas não aconteceram. Tentando me colocar no lugar de alguns dos leitores que encaminharam suas causas, publico agora algumas delas.

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Aos 12 anos, o Maurício de Oliveira queria ser goleiro e ia pela primeira vez a um parque de diversões quando, depois de uma briga de trânsito, um marginal atirou contra o carro em que ele e mais três crianças estavam. Atingido na coluna, o menino ficou tetraplégico. Os pais pararam de trabalhar para cuidar do filho. Resultado: a família foi despejada e agora vive de aluguel social. O Maurício, agora com 15 anos, não estuda mais e passa dias e noites em um quarto de 10m2. A alegria é assistir aos jogos do time pelo qual é louco – olha aí, Grêmio, que tal ajudar esse torcedor que precisa tanto? O desejo da Clair e do Clodoaldo, pais do menino, é simples: comprar uma máquina de estampar camisetas e canecas para dar mais conforto ao Maurício e resgatar a dignidade dos Oliveira. Para contribuir, é só acessar vakinha.com.br/vaqui nha/vamos-ajudar-o-mauricio-e-sua-familia. A vaquinha online garante que a doação chegará mesmo ao Maurício. Importante: o menino está preso à cama, mas o bandido que cometeu o crime continua solto.

(Omar Freitas/Agência RBS) Maurício: sobrou o sonho de sobreviver

(Omar Freitas/Agência RBS) Maurício: sobrou o sonho de sobreviver

Enquanto isso, as meninas do Abrigo João Paulo II sonham com uma festa de debutantes, mas não têm os vestidos. Quem já debutou ou estilistas com alguns modelos no acervo: que tal doar para elas? O abrigo fica na Avenida Bento Gonçalves, 1.701, fone (51) 3336-3754. Também precisam de brinquedos e roupas em geral.

Os calendários 2016 da APAE Caxias já estão à venda por apenas R$ 10 – que valem muito para o pessoal continuar o trabalho por lá. Informações: (54) 3013-4900 ou apae.cx@terra.com.br

O CAPSI Harmonia, que atende crianças com problemas psiconeurológicos, sofreu com as chuvas e está precisando de uma boa reforma. As mães dos pequenos pacientes se uniram para tentar conseguir auxílio da Prefeitura. Por enquanto, não conseguiram nada. Alguns dos problemas: infiltrações, rachaduras nas paredes, risco de curto-circuito, umidade geral prejudicando atendentes e atendidos. Para ajudar, é só ligar (51) 3289-2695.

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A empatia pelo cartunista Quino

Fora tudo isso, a Defesa Civil continua recebendo doações para o pessoal desabrigado pelas chuvas de outubro. As principais necessidades são alimentos e água, materiais de higiene e limpeza e móveis, que podem ser entregues no Ginásio Tesourinha. Informações com a Defesa Civil pelo fone (51) 3268-9026.

Agora, é só praticar a empatia e ajudar. Boas causas não faltam. Bons motivo para se colocar no lugar do outro, muito menos.

E para dar um tempo nos dias difíceis da vida real, as Noites Gregas da mitologia. É o novo livro do professor Cláudio Moreno, que sai pela L&PM – satisfação garantida para gregos e troianos.

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