Claudia Tajes: Sugestões à la carte

Pulp Chicken - Divulgação
Pulp Chicken - Divulgação

Sabe quando a gente diz para alguém, depois de provar um prato muito bom: bah, tu tinhas que abrir um restaurante? Era o que a minha amiga Sarita falava para o marido quando, romântico, o José Pedro apresentava jantares com o tempero secreto que ele criou ao longo de muitas experimentações na cozinha. Pois os dois abriram mesmo um restaurante. Junto com a sócia Elisa, agora respondem pelo Pulp Chicken, na Fabrício Pilar, 164. Esta coluna é sobre restaurantes que dividem seus temperos secretos e outras qualidades bem evidentes com uma clientela literalmente satisfeita. E que volta sempre, por mais que as crises, vez por outra, ameacem tirar o gosto das coisas.

Não faltam restaurantes japoneses em Porto Alegre, dos bastantões aos caros demais. Na preferência da família, figuram o Sakura e o Sushi by Cleber. Mas caso de amor mesmo é com o Sakae’s. Foi onde o meu filho comeu o primeiro sashimi da sua então curta vida, poucos meses e menos dentes ainda. Mais de vinte anos depois, o primeiro japa da cidade continua tradicional. Não faz muito que o seu Tadao abriu o cardápio para os temakis – mas o cream cheese e outras modernizações seguem sumariamente barrados. Da cozinha da dona Sakae também saem alguns dos mais bem feitos pratos quentes do oriente, tudo com preços muito honestos e a simpatia do pessoal. Na Castro Alves, 690.

Sakae's - Arquivo Pessoal

Sakae’s – Arquivo Pessoal

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O Atelier das Massas é outro que tem fãs pela cidade inteira. Quem já não passou pela porta da Riachuelo, 1.482, e viu a fila de espera que, muitas vezes, não cabe dentro da porta? É nessa hora que o Gaúcho sugere uma taça de vinho para abrir os trabalhos enquanto a mesa é preparada. Os pratos criados pelo Gelson Radaelli e seus chefs valem por cada caloria que se ingere, o freezer de antepastos exige muito autocontrole do vivente, a carta de vinhos é imensa e a turma toda é gente finíssima.

Atelier das Massas - Divulgação

Atelier das Massas – Divulgação

O Del Barbieri vem mostrando que o centro histórico também é lugar para as sutilezas da gastronomia. A cada dia, o chef Marcelo Schambeck escolhe o menu – caprichadíssimo. O cliente só precisa sentar e aproveitar. Mas é bom reservar mesa porque a procura é muito maior que o espaço. Na Jerônimo Coelho, 188.

O Orquestra de Panelas é um sopro de tranquilidade na barulhenta Padre Chagas. Subindo a escadinha do número 196, o som de uma música boa tocando em altura agradável já mostra que o lugar é diferente. Então a gente entra e deixa lá fora, oba, os funks e pagodes que vêm dos bares próximos. O Mário ou o Adolfo tiram o pedido e os dois garçons que estão na casa há anos vão e vêm, atentos. O cardápio é ótimo, e a conta é justa. Só dá pena de sair bem no meio de uma música boa. Nesse caso, é só pedir mais um café e esperar pelo acorde final.

Orquestra de Panelas - Divulgação

Orquestra de Panelas – Divulgação

E tem o Chicafundó, que saiu de um local pequeninho para um casarão na Avenida Independência, 1.005. O Iaiá Bistrô, na Zona Sul – Rua Chavantes, 636. O La Rouge, vegano da Mariland, 1587. O Suprem, indiano da Santo Antônio, 877. Na contramão dos vegetarianos, as clássicas churrascarias Barranco e Santo Antônio. O que vai ser para o almoço ou o jantar de hoje, nem imagino. Mas, se depender da intenção aqui da coluna, tomara que a indecisão seja por excesso de ideias. Bom apetite.

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