Claudia Tajes: tem algo pior do que uma amizade quebrada?

Eu tive um problema com uma amiga a essa altura do campeonato, ex-amiga. Algo ainda pior que um mal-entendido e que aconteceu por minha responsabilidade, ainda que motivado por boa intenção. De boas intenções o inferno está cheio, diz o ditado, de jeito que essa alegação em nada atenuou a minha sentença.

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Tem coisa pior que causar o sofrimento de quem se gosta e ainda perder uma relação importante? Tem, claro. As guerras. O ebola. A fome no mundo. O resultado das urnas, dependendo de qual for. Mas é curioso como as macrobroncas perdem bastante da grandeza quando se está de luto por um amor perdido – se a gente considerar que amizade também é amor. Perder alguém que fazia parte do seu convívio e com quem já se dividiu tanto é dolorido. Com o agravante da culpa – no caso, a minha. Pior que uma situação dessas, só mesmo o julgamento alheio. Mil vezes ir aos tribunais, onde se pode comparecer com uma boa advogada (no meu caso seria a doutora Sarita), levar testemunhas e ainda contar com a imparcialidade dos juízes. Na vida funciona bem diferente. A pessoa já larga condenada e logo trazem aos ouvidos dela versões cada vez mais cabeludas do acontecido. Piorar o que já é péssimo, eis aí uma das práticas mais comuns dos humanos.

00a663f5Amizade partida é como um vaso que caiu

Sem falar que certas coisas, depois que se estragam, não têm mesmo volta. Lembro de quando eu tentava colar as pernas e braços dos robôs do meu filho. Nunca dava certo, a perna ficava dura, o braço em seguida caía. Cheguei a desenvolver certo talento para a gambiarra, um aramezinho aqui, uma lasca de palito ali, e os robôs pareciam firmes. Mas só até a próxima guerra nas estrelas ou seja lá que batalha enfrentassem. Já terminei outras amizades por equívocos, mas então eu ocupava o lugar dos bonzinhos. No lado do Darth Vader, onde pensei que nunca estaria, é a minha primeira vez. Frase clássica do filme Batman – O Cavaleiro das Trevas: ou se morre como herói ou vive-se o bastante para se tornar o vilão. Mais ou menos isso – ainda que não tão grave.

00a663f6Amizade que acaba é como porcelana quebrada

A verdade é que muitas amizades, mesmo as grandes, se perdem por falta de tempo, pela distância, por desatenção. Sempre que penso em sair do Facebook, esse território onde, até o dia da votação, os chatos seguirão discursando com eloquência de estadistas (e erros de português igualmente veementes), acabo ficando para não perder contato com os amigos. É o que se pode ter agora que o mundo nos espalhou por aí – isso e também tomar muito cuidado para que outras relações não sejam perdidas, quebradas, partidas. Não sei o que o Darth Vader pensaria, mas é o que eu pretendo fazer a partir de agora.

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Amizade que termina é a flor que secou

E para não ficar só nas tristezas: Tomo Conta do Mundo. Um livro que é praticamente como ter a Diana Corso em sessões particulares de terapia na cama da gente – com todo o respeito ao Mario Corso. Em edição caprichada da Arquipélago e em todas as boas, ótimas e excelentes casas do ramo.

00a5545bTerapia a domicílio com a musa Diana Corso

Oito guris de Porto Alegre resolveram transformar o Paredão, que todo mundo já jogou no colégio, em esporte oficial. Para isso fundaram a Federação Nacional de Paredão e promovem, no dia 25, o primeiro campeonato – mundial. Vai ser às 13h no Parque Tenístico José Montaury, na frente do DMAE da 24 de Outubro, em Porto Alegre, com inscrições abertas para quem quiser participar. Informações em www.facebook.com/fnparedao

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