Claudia Tajes: vai ser bom, não vai?

Miika: o estilo combinou com o corte
Miika: o estilo combinou com o corte

Olhando de longe, a minha cunhada Miika é a moça mais louquinha que existe. Já usou cabelo de todas as cores e tem tatuagens-ostentação pelo corpo inteiro. É magrinha, baixinha, mal chegada aos 30. Apenas olhando, não se imagina que trabalhe duro desde os dezesseis anos. Desenvolvedora front end, é isso que ela é. Tem a ver com a construção de sites, desculpe não fazer ideia do que seja para explicar melhor. Apesar de saber que de maluca a Miika não tem nada, não deixei de julgar quando ela apareceu de cabeça raspada no Facebook: pirou de vez. Se cultivar o cabelo é parte da pré-histórica vaidade feminina, uma guria só pode ser meio louquinha para raspar a cabeça assim, por livre e espontânea vontade. O pior é que a cunhada ficou bonita.

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Aí o meu sobrinho perguntou se a gente sabia por que a Miika havia raspado o cabelo. Por que é meio louquinha? Not. Porque a Miika é tia da Rebeca, diagnosticada com câncer aos 12 anos. O cabelão da Rebeca, que ia pela cintura, caiu com as sessões de quimio e radioterapia. A Miika, em solidariedade, decidiu raspar o próprio cabelo _ e continuar careca enquanto o cabelo da Rebeca não voltar. Meu irmão e o irmão da Miika aderiram e rasparam a cabeça também. Fiquei pensando se eu, que me considero boazinha, teria tanta coragem. Certo que não. E a Miika me pareceu ainda mais bonita.

Rebeca: bonita com e sem cabelo

Rebeca: bonita com e sem cabelo

É um caso de família, coisa particular, eu sei, mas achei que combinava com a última coluna do ano. Quem não fica mais sentimental nesses dias?

Na mesma linha de fé na raça humana: pode até ser resultado de interesses comerciais e estratégicos, mas Cuba e Estados Unidos retomarem relações não deixa de ser um alento. Bem que o entedimento podia ser a palavra da moda em 2015. Para um ano com menos capas de jornal trazendo barbaridades e tragédias.

Que vivam felizes para sempre

Que vivam felizes para sempre

Quem já teve alguma experiência no Pronto Socorro vai concordar: dá para comparar o atendimento do nosso HPS ao de qualquer bom hospital da cidade. O sujeito entra estropiado e, havendo a mínima chance, sai remendado, mas vivo. Sem falar no índice de milagres. Com a irmã internada por muitos dias, vi de tudo nos horários em andei por lá. O HPS parece um hospital de guerra, todo tipo de caso chegando e, por mais desesperadora que a coisa seja, a mesma impressão entre os que esperam: nossos esgualepados não poderiam estar em melhores mãos. Como seriam necessárias muitas páginas para agradecer a todos, fica um muito obrigada enorme para a doutora Rose Jung e para a Cláudia Castro. E para quem segue lá, o desejo de que termine tudo bem.

Que 2015 venha cheio de saúde e entendimento para todos. Algum trocado _ para dar garantia. O bom e velho amor, que ninguém aqui é de ferro. E do resto a gente corre atrás.

E o Quino desenhou pra gente entender

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