Como usar a jaqueta bomber, um clássico eternamente renovável | Moda na Real

Hoje a gente vai falar de uma peça que amamos, que é clássica e que costuma provocar picos de paixão nos designers mundo afora, fazendo com que se torne queridinha das passarelas e do street style, como neste inverno: a jaqueta bomber. O modelo, de referências esportivas, ganha toques de puro glamour graças aos materiais e às próprias combinações, sempre acompanhadas do adjetivo sofisticado. Isso mesmo. O bacana agora é investir em uma bomber chique acompanhada de outras peças tão chiques quanto ela. Perfeito para fazer as vezes de blazer e de outros complementos mais formais nos dias de baixas temperaturas.

Modelo bordado na coleção Rita Ora para Adidas

Modelo bordado, com inspiração em tattoos, na coleção de Rita Ora para Adidas

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As jaquetas bomber teriam origem nas flying jackets criadas para o exército norte-americano em 1917 – alguns dizem que surgiram antes disso, na Bélgica e na França, integrando o uniforme dos Royal Flying Corps. O certo é que foram desenvolvidas para atender às necessidades dos aviadores. Sim. Pense que as cabines eram abertas, e que os pilotos precisavam de algo que os protegesse muito sem limitar os movimentos. Assim, surgiu o modelo com punhos e barra ajustados e em couro.

Cada piloto se encarregava de imprimir um toque pessoal à bomber, customizando a peça com suvenires pessoais, como o número de missões completadas, mapas, medalhas e outros signos e mensagens do gênero. Com o passar dos anos, e a lógica evolução das aeronaves, as bombers foram tornando-se mais leves e, consequentemente, aptas ao uso cotidiano, claro que sempre mantendo as características essenciais do modelo: corte pela cintura e abertura frontal, com barras elásticas na cintura e nos punhos.

Os pioneiros no uso da bomber, feita sob medida às necessidades dos pilotos

A bomber, criada sob medida para as necessidades dos pilotos, com barra e punhos ajustados

Foi mesmo o cinema que tratou de tornar a bomber popular, a começar pelo filme Juventude Transviada (1955), quando um modelo vermelho impecável vestiu um jovem e irresistível James Dean. Bastou para que os jovens da época se encantassem pela tal jaqueta, o que talvez tenha sido a primeira incursão da bomber bem distante do seu universo de origem.

O mito James Dean e o flamante modelo de 'Juventude Transviada'

O mito James Dean e o flamante modelo de ‘Juventude Transviada’

O status de ícone de rebeldia da peça – e sua ascensão para além céu – foi ganhando eco nas telas, em produções marcantes de cada década, como em Taxi Driver (1976), Top Gun (1986) e, recentemente, para citar apenas os mais marcantes, Drive (2011), vestindo um Ryan Gosling com pinta de Steve McQueen, que, por sinal, costumava desfilar com jaquetas bomber (não à toa a referencia, é claro).

Com toda esse desejo induzido, lógico que os designers passaram a atender à demanda, primeiramente de um público masculino que buscava mais do que vestir a peça, buscava a masculinidade, a trangressão e a rebeldia que ela representava.

Gosling em Drive, inspirado no icônico estilo de McQueen

Ryan Gosling no filme ‘Drive’, inspirado no icônico estilo de McQueen, a essência do cool

Foi mesmo a partir dos anos 1990, com a mescla de tribos e estilos, que a bomber ingressou no closet feminino com força total para daí nunca mais sair. E se no princípio, as jaquetas remetiam muito à versão original, rapidamente foram se transformando, misturando as mais variadas referências: tatuagens, orientalismo, futurismo.

Hoje as bomber mantêm o formato, mas ganham modelos em seda, renda, bordados, metalizados, estampados, forrados, vazados, enfim, o que a imaginação permitir. Tanto que não há um modelo para indicar como primordial. Você que deve escolher qual sua bomber favorita.  E use com saia lápis, com couro, com alfaiataria, com vestidos românticos, com saias mídi, com tudo que for requintado, dando forma ao delicioso contraste que faz o peão da moda girar com mais atitude.

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