Nós Vs. elas: as diferenças na moda e no estilo de vida de brasileiras e gringas | Ana Clara Garmendia

Um corpo que se mostra muito. Outro que não sabe como fazê-lo. Doido. De tudo o que vejo e penso em postar, uma vontade imensa de continuar a falar sobre um assunto que bomba em meus posts e me faz levar muita pedrada. Mas vamos lá, é final de ano, verão no Brasil e eu me debruço sobre minhas fotos de street feitas na última temporada quente europeia. É minha especialidade. Faço isso há anos.

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Gosto de contar: conheço o corpo das gringas, assim como conheço o nosso. Quando decidi vir para a Europa, queria entender como funciona “in loco” a moda delas, já que tanto copiamos. Queria ver apelo de cada uma tendo a roupa como testemunha. Sempre pensei em como colocaríamos nossos corpos em evidência, confrontando o modo como as vemos fazer com maestria. Como copiá-las do modo de viver a roupa? Não temos o mesmo biotipo, isso é claro. Dificuldade quase intransponível para segui-las, mas vamos aos dias de hoje.

2014 foi um ano de muita pele de fora. As gringas se revelaram para valer. Aí entra o ponto prioritário para avaliarmos e concluirmos porque não podemos copiá-las totalmente. Elas tem corpo pequeno, mignon, na sua grande maioria. Pele e osso, principalmente as fashionistas. Grande desvantagem para nós, com nossos mais suculentos corpitchos.

Nenhuma peça funciona com o mesmo sentido. Para elas é luxo, para nós, pode ser um desastre estarmos embaladas à vácuo. Ok, existem quem goste. Questão de sensibilidade. A roupa traz um fetichismo absurdo. Gostamos disso. O efeito de alguns decotes é maravilhoso de sentir. Nada de tecido grudando. Um frisson absoluto de nós com nós mesmas. Ok, podemos usar os decotes, sem andarmos nuas. Rola um bom senso. Tem que rolar. Mas ainda assim, temos um grande confronto: os olhares que iremos enfrentar. Queremos ser devoradas por nossos corpos em evidência ou queremos simplesmente nos vestir? Conforto ou sensualidade? Ser Gilda, personagem de Rita Hayworth num dos filmes mais célebres da história da sensualidade no cinema ou uma Gretchen? Diferença brutal. Eu sou Gilda até morrer.

Me segue no insta ? @anagarmendia . Confere ser Gilda? Inspira fundo, vê o que te serve da moda delas e mostra teu corpo, sem perder a essência de diva. Super beijo.

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A clássica evidência

Com tudo em forma? Vai de decotão nas costas e muito paetê. Uma Gilda moderna direto dos desfiles de Paris. Elie Saab apenas coloca nos dias de hoje um clássico modelo. Mostra o corpo com uma evidência infalível nas costas. Ótimo para o fim de ano.

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Na pose

Um bom decote não precisa ser profundo. Pode apenas ser na medida exata. O resto é com você gata. Faz a pose, joga um lencinho bem perfumado no pescoço, para quando você passar ou suar o seu perfume emanar. Ah! Não esquece que uma saia branca é a peça do ano. Comprimento? Sempre mais longa.

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Tem que complementar

A sandália pode ser a peça mais importante para seu corpo entrar em total evidência. Invista pesado nisso. Uma cor? O púrpura da foto.

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Lá e cá

Sabe aquilo que falei de sentir o vento entrando pela roupa? É isso. Um vestido que pode quase mostrar tudo, mas tem um toque romântico, mistura de muitas épocas. Pérolas são também eternas nessa história entre nós, a moda e a sedução.

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Esvoace

É outro clássico que não acaba. Fendas, sensualidade no tecido e um corpo que se mostra. Saiba usar bem os complementos aqui. O que quero dizer? Nada de joias. O complemento é você. Bye.

Fotos: Ana Clara Garmendia

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