Essência do cool! Saiba por que o vestido tubo ainda é tendência | Moda na Real, por AsPatrícias

Uma certeza que temos graças à experiência e ao conhecimento? Limpeza de cores e formas resulta em sofisticação. Sim, cara amiga, não que a gente menospreze estampas, acessórios, proporções e detalhes voluptuosos, até porque tudo depende do humor da ocasião. Muitas vezes a gente quer mesmo é exagerar, mas temos que admitir que a premissa essencial do minimalismo – menos é mais – sempre dá certo e rima com requinte. Sempre! E pensando nisso vamos falar de uma pecinha que sintetiza essa ideia, o vestido tubo, um clássico essencial no closet de qualquer mulher.

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Um dos maiores ícones da moda feminina, o vestido tubo surgiu nos agitados anos 1960, década de transformações extremas para a moda – e para o mundo, é claro. Sim. Foi nos 60 que os jovens começaram a ditar seus desejos, que os designers começaram a democratizar as criações, que as ruas passaram a influenciar as passarelas. E foi em meio a esse universo borbulhante que um jovem estilista argelino apresentou um vestido de uma simplicidade e ousadia singulares para os padrões da época, que provocou alvoroço e se tornou um sucesso imediato. Yves Saint Laurent usou um modelo retinho, sem mangas, como base de uma de suas coleções mais emblemáticas, a Mondrian, inspirada na obra do pintor holandês. Começava a história do tubo, que tem exatamente o formato que o nome antecipa.

Com esse desenho reto e justo, o tubo destacava as curvas femininas, trocando a imagem de inocência pela de poder. O modelo ia bem ao encontro dos desejos da mulher no período, que começava a deixar de lado a figura de sexo frágil para adotar uma atitude independente e autônoma. Bingo para Saint Laurent, que viu seu tubo virar representante dessa dama contemporânea e ganhar inúmeras versões (colorido, preto, longo, curto) ao longo das décadas.

É claro que com o passar dos anos e conforme as tendências do período, o tubo foi perdendo a força, isso até ganhar outro impulso que o catapultou de vez para o Olimpo fashion. No comecinho dos anos 90, a grife americana Calvin Klein trouxe à passarela um modelo tubo sem mangas, de corte exímio, em um tecido de alfaiataria que valorizava a modelagem simples, contornando as curvas com elegância. Resposta perfeita ao excesso escancarado do visual dos anos 80, o tubo de CK veio ao encontro do desejo de uma nova mulher, que buscava um visual mais descontraído, equilibrado e discreto. Bem a cara do minimalismo que seria o destaque dos anos seguintes e que se tornaria uma referência eterna de bom gosto.

Para adotar o modelo, é bom lembrar que tecidos firmes, como os de alfaiataria, e cortes mais secos e menos justos proporcionam um toque extra de elegância e vestem silhuetas distintas, das magrinhas às mais cheinhas. Já modelos ajustados, em tecidos molinhos, ao estilo bandage, ficam melhor em corpos mais esguios, assim como os de decote tomara-que-caia. Outra dica é usar o tubo como base para várias combinações, coordenando o vestido com blazeres, jaquetas e cardigãs. O resultado é sofisticado e emagrecedor. Aproveite!

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