Inspire suas fantasias de Carnaval em mulheres icônicas

Quer arrasar no Carnaval com uma fantasia criativa que fuja um pouquinho ao óbvio? Nossa proposta é você olhar para mulheres inspiradoras pela personalidade, pelo talento e, lógico, pelo visual, já que todas nossas escolhidas têm um estilo marcante que as torna perfeitas como referência para uma fantasia de puro poder. Mulherões no melhor sentido, não é mesmo? Quer tentar? Vem com a gente e estilize estes mitos para a sua folia!

A primeira it-girl

Nossa primeira musa é ideal para as carnavalescas apaixonadas pela moda dos anos 1920: a atriz Clara Bow, a primeira it-girl de Hollywood. Sim. Uma das atrizes mais icônicas do cinema mudo, Clara estreou o filme It (1927), que falava de uma garota simples que tinha um algo mais, um charme extra, o tal it do título que acabou virando um dos adjetivos mais usados no contemporâneo. E foi assim, com it, que ela marcou o cinema com uma rara expressão corporal, repleta de gestos, caras e bocas inesquecíveis.

Clara Bow e seus vestidos-lingeries, perfeitos para a folia

Clara Bow e seus vestidos-lingeries, perfeitos para a folia

O que usar: vestidos leves com cintura deslocada para os quadris, tons aquarelados e nudes, sainhas plissadas, peças ao estilo lingerie, tipo camisola, (estilo que é tendência).

Detalhe fundamental: cabelo curtinho e ondulado tipo melindrosa, que fará toda a diferença no seu look.

A desbravadora dos ares

Amelia Earhart é simplesmente demais. Dona de muitos recordes, entre eles, o título de primeira mulher a voar sozinha sobre o Oceano Atlântico, lutou pela presença feminina na aviação, meio até hoje dominado por homens, escreveu vários livros sobre suas experiências de vôo, foi editora associada da revista Cosmopolitan, garota propaganda de diversos produtos e até assinou uma linha de roupas e de bagagens. A coleção de roupas era feita para “quem tem uma vida ativa”, com linhas simples e naturais e materiais práticos que não amarrotavam. Não é maravilhoso? Amélia foi uma defensora da liberdade feminina em todos os sentidos, inclusive na vida afetiva, e é sempre citada como um estímulo motivacional para as mulheres.

Amelia e seu inspirador visual aviador, nem que seja nos detalhes

Amelia e seu inspirador visual aviador, nem que seja nos detalhes

O que usar: óbvio que uma jaqueta de couro ao estilo aviador seria ideal, mas lógico que nunca nesta temperatura de inferno. Vista uma calça ao estilo pantalona e uma camisa leve, dando preferência aos tons desérticos, terrosos. Um vestido ao estilo safári também faz bonito. Outra dica é usar uma camisa sem manga com gravata, um colete ao estilo biker e calça reta, já que Amelia adorava mesclar o masculino e o feminino no visual.

Detalhe fundamental: o que vai garantir o estilo Amelia é, sem dúvida, o boné ao estilo aviador, com óculos e tudo mais. Com ele, você pode até usar um body em tom nude que vai estar sendo Amelia de alguma forma, tá ok?!

A excêntrica editora de moda

Diana Vreeland foi a primeira e uma das mais famosas editoras de moda do mundo, trabalhando por quase 40 anos nas referenciais Harper’s Bazaar e Vogue. Polêmica, excêntrica, irônica, talentosíssima, geniosa, é autora de muitas das frases que a gente vê repetidamente em redes sociais sem autoria, do tipo “dinheiro ajuda a tomar café na cama. Estilo a descer uma escada” ou então “a roupa não leva a lugar nenhum. É a vida que você vive nela que leva”. Nos anos 1930, para a Bazaar, Diana assinou uma histórica coluna chamada Why Don’t You, com textos absurdos que inspiraram gerações, do tipo, “por que você não usa três diamantes no cabelo como a Duquesa de Windsor?” Também foi uma criadora de musas, como a modelo e atriz Edie Sedgwick.

Diana e seu visual excêntrico marcado por bijus exageradas

Diana e seu visual excêntrico marcado por bijus exageradas

O que usar: Diana tinha algumas marcas registradas, como o cabelo chanel usado atrás das orelhas, o batom e o esmalte vermelhos e as bijuterias grandes e barulhentas, como os braceletes duplos, um em cada punho – ela dizia que as usava para avisar que estava chegando. Logo, esses detalhes, junto a qualquer body preto, já dão vida a uma excelente Diana.

Detalhe fundamental: se você quiser reforçar o visual Diana, pode usar um turbante, uma série de longos colares de pérolas e uma piteira, afinal, a editora era uma fumante inveterada – e cheia de glamour, por isso a piteira.

A rainha do power dressing

Nada mais propício em tempos de ovacionar os anos 1980 do que encarar uma das musas mais marcantes da época: Grace Jones. Cantora e atriz, Grace foi uma das maiores influências do movimento oitentista chamado de power dressing, que tem como principal característica os tailleurs de ombros marcados por grandes ombreiras e cores vibrantes, roupa de trabalho símbolo da década. Grace também disseminou um dos cortes de cabelo mais emblemáticos da cultura negra nos anos 1980, o cabelo caixa. Com seu visual andrógino, corpo perfeito e muita altura, cerca de 1m79cm, Grace impressionava com suas performances e seu alto alcance vocal – e segue linda e maravilhosa ao 68 anos!!!!

Corpo à mostra e maquiagem pesada para a diva Grace

Corpo à mostra e maquiagem pesada para a diva Grace

O que usar: bodies asa-delta acompanhado de um capuz já tá ótimo. Sim. Duas coisas que Grace usou muito: capuz e corpo à mostra. Maiôs ou biquínis com recortes geométricos. Legging com top tomara-que-caia e blazer com ombreirão. Cores vibrantes + preto.

Detalhe fundamental: uma maquiagem com detalhes geométricos em cores vibrantes e um penteado (ou cabelo) que remeta ao de Grace, marca registrada da musa.

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