Luis Felipe Di Mare: batalha viva

As aparências enganam. As cores também. Os similares muitas vezes não são farinha do mesmo saco. Tudo pode parecer o que não é, depende muito do ponto de vista, da luz, do ângulo e de uma série de outros fatores que nem câmeras super potentes ou intuição surpreendente podem afirmar. Vamos trabalhar nos fatos. A temporada muda, uns saem, outros entram, alguns invadem, outras tentam roubar a cena. De quem eu estou falando? das peças em vermelho e laranja que dão as suas graças pelas ruas que estão ficando frias e dominadas pelos tons escuros.

Pra aquecer o outono pálido: essas duas cores vivas numa batalha páreo duro. Os cortes são retos e a silhueta varia entre os 60 e 70, que são justamente as principais décadas dessa e da próxima season, respectivamente. Decotes são acompanhados de comprimentos mais longos, e no caminho inverso, quando as pernas ficam à mostra, os braços e o colo são cobertos. Equilíbrio.

Essa é a palavra que melhor define alguma produção que é sexy sem ser vulgar. Acompanham esse look um cabelo solto, meio largadão e bagunçado, como se elas dessem a mínima pra eles, e um make leve, cor da pele, só pra dar aquele ar de saúde. Percebe-se que o vestir-se sem esforço continua reinando, mas essa injeção de tons quentes já pode ser considerada um sinal da busca por fogos, artifícios, brilhos e uma dose de maximalismo que promete abalar as estruturas rígidas e sólidas do normcore.

Orange is the new black? Pode ser. Só cuidado para não ficar presa num tom só. Afinal, o seu coração é vermelho.

                                                                                        Nas ruas, laranja e vermelho em tudo

                                                                       Uma boa dose de maximalismo 

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