Luis Felipe Di Mare: êxodo de estilo

Cheiro do campo nas metrópoles. A moda segue se transformando e revivendo momentos e histórias. É um ciclo sem fim. Me lembro da força do grunge e do urbano que foram supertendências nesse mesmo momento do ano passado. Agora aqui em Londres e em Paris um outro espírito retorna como a bola da vez.

Pense em cidades pequenas, quase pacatas, onde você deseja ir num final de semana só para relaxar e ficar à toa. É uma escapada estratégica para um minidetox dessa vida agitada e hiperbólica que levamos.

Se o caminho é esse, as referências só podiam aparecer no circuito. Não estou falando de pijamas ou daquelas roupas para ficar em casa que não abandonamos nem por um guarda-roupa novinho cheio de loungewear. O look para esse break é estiloso e funciona nas ruas. Imagine uma camponesa ou um lenhador sofisticados.

Motivos silvestres e florais estampam vestidos confortáveis e comportados. Os saltos aparecem altos e cabedal com amarrações. Os tênis baixinhos também são extremamente usados. Vejo chapéu por onde passo, principalmente no tom bordeaux, mas sinto que quando o acessório não é usado de maneira bem natural, ao invés de “travar” o look, ele deixa cafona. Então, cuidado.

As bolsas para esses dias são pequenas, para carregar na mão, e se a temperatura abaixar está liberado usar o poncho e sair por aí como se estivesse levando a manta do sofá pra passear. A Burberry sugeriu isso no seu último desfile de outono/inverno e tem gente adotando a proposta.

As bolsas atuais são pequenas. Fotos: Luis Felipe Di Mare/Divulgação

As bolsas atuais são pequenas. Fotos: Luis Felipe Di Mare/Divulgação

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Motivos silvestres e florais.

Motivos silvestres e florais.

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Sinal verde para os ponchos.

Sinal verde para os ponchos.

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