O pânico aos 40 anos reflete na autoconfiança e na postura| Moda na Real, por AsPatrícias

A capa da Vogue Paris de dezembro foi o chutinho motivacional que faltava para a gente falar sobre um assunto que tem atiçado nosso grito de protesto: a idade. Sim! Estamos cansadas de responder mulheres em pânico, porque beiram, chegam ou ultrapassam os 40 anos e acreditam terem perdido a sensualidade, não sabem mais como se vestir, não se sentem à vontade com a nova década e acham que deixaram de ser jovens. Enfim… Estão perdidas, porque acreditam na imagem que a mídia vende de que mulheres só são lindas e desejáveis até os 30 e poucos anos, no máximo, é claro.

Mentira!

E é um pouquinho sobre isso que a gente quer falar aqui. Os 40 não são necessariamente os novos 30, mas as mulheres acima desse dígito, que muitas teimam em achar fatídico, seguem sendo lindas, sedutoras e até mesmo jovens, se assim o quiserem.

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Voltando à capa da Vogue, ela traz a modelo e estilista Inès de La Fressange, verdadeiro ícone da moda, que já foi modelo exclusiva da Chanel nos idos anos 1980. Inès sempre foi e segue sendo maravilhosa. E pasmem! Tem 57 anos. Sim, caras amigas, esta mulher, que está dando dicas do je-nais-ses-quoi francês, escritora de um livro sobre o assunto – A Parisiense– e símbolo do ser chique ao estilo de Paris, é quase uma sexagenária.E daí?! Que maravilha. Ela não se plastificou demais, nem deixou de vestir as peças que sempre curtiu, nem parou de falar de um assunto que parece ser exclusivo de beldades inexperientes e nem se encerrou em casa tricotando roupas para os netos. Transformou a experiência em expertise, dica essencial para quem passou das três décadas de vida. A beleza deve ser aliada da vivência, ou seja, precisamos aprender, amadurecer e aprimorar com a idade – e não sermos as mesmas bobocas que talvez fossemos aos 20 e pouquinhos.

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Caroline de Maigret, linda aos 39 anos | Reprodução

Palmas para a Vogue Paris, uma das poucas revistas do mundo que assume a idade de suas celebridades de um jeito positivo e não como um vírus letal. Bem reflexo das próprias francesas, que costumam ser potentes mulheres de nariz erguido sem se preocupar com uma data na certidão de nascimento, como devíamos ser todas nós. Esbanjam charme e sensualidade mesmo depois dos três-ponto-alguma-coisa. Pra lembrar, a atriz e cantora Charlotte Gainsbourg tem 43 anos e acaba de viver uma ninfomaníaca no cinema. A produtora musical e it-woman Caroline de Maigret tem 39 anos e é um desbunde de mulher. A mezzo francesa modelo e cantora Carla Bruni está com 46 anos e dá as costas para as críticas às suas ruguinhas.

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Carla Bruni: não dá valor às críticas referentes às suas ruguinhas | Foto: reprodução

Os exemplos que deveriam ser seguidos pelas mulheres ultrapassam fronteiras geográficas. A inglesa Kate Moss chegou aos 40 posando para a Playboy e mantendo o estilo rocker que sempre a fez uma influencer. A italiana Mônica Bellucci segue uma sex bombshell aos 50. A norte-americana Halle Berry é uma diva aos 48 anos. A sul-africana Charlize Theron é um verdadeiro espetáculo beirando os 40.

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Kate Moss dispensa comentários… | Foto: divulgação, Playboy

Agora vocês vão dizer que é fácil falar dessas divas todas que sempre foram lindas, têm um mundo aos seus pés, acesso a tratamentos e mil e uma coisas. Sim. Elas se cuidam. E você não quer se cuidar?! E aqui estamos falando de coisas acessíveis a qualquer ser humano, como uma alimentação equilibrada, exercícios físicos e um bom hidratante. Quer saber?! Na real, também estamos falando de algo mais profundo: atitude. Muito mais importante do que tratar aquelas ondulações nos culotes é saber que aquilo é detalhe diante da pessoa que a gente pode se tornar quando absorve o vida de um jeito positivo e não liga a tecla derrotista do automático quando passa dos 30-e-muitos. Sim. Você não precisa deixar de ser quem é quando chega aos 40. Pode usar as mesmas roupas. Seduzir do mesmo jeito. E ser muito mais interessante. Mas precisa olhar para você e aplicar algo que a vida lhe ensinou: edite! Deixe de lado o que não combina com você, não queria parecer com ninguém, faça as escolhas que realmente lhe agradam e use o que viveu para se tornar mais atraente.

O mundo precisa disso: mulheres de verdade e com muito a dizer! E, claro, se vista bem, tá?!

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