Feminismo negro: livro de filósofa americana debate a situação da mulher negra no mundo

Angela Yvonne Davis é uma filósofa de 72 anos e um dos maiores símbolos mundiais do feminismo negro. Inspira mulheres de todo o mundo e é uma ativista pelos direitos civis, principalmente dos negros, desde sua adolescência. Muito do que ela aprendeu e viveu está compilado em seus livros e palestras.

A editoria Boitempo lançou este mês o segundo livro traduzido em português de Angela Davis: Mulheres, cultura e política. Nessa obra, Angela reúne textos que apresentam um balanço de sua luta por uma mudança social progressista nos EUA e no mundo.

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Foto: Boitempo, divulgação

No livro, a autora traz dados históricos e estatísticos sobre as condições das mulheres, da classe trabalhadora e da população negra nos Estados Unidos durante o governo de Ronald Reagan, mostrando como a política adotada naquela administração operou para enfraquecer os direitos civis dos menos privilegiados. Mostra as influências das políticas norte-americanas em outros países, destacando o impacto que tiveram para fortalecer um movimento econômico mundial de concentração de renda e enfraquecimento das lutas sociais.

Ao mesmo tempo, ela faz reflexões importantes sobre a resistência representada pelos movimentos sociais e sobre o potencial de conscientização e contestação da educação e das artes. Por meio dessa reflexão, Davis argumenta que a convergência dos diversos grupos, em diferentes países, em torno de interesses comuns é essencial para a construção de um mundo menos desigual.

Em um trecho do livro, Angela escreve:

“A política não se situa no polo oposto ao de nossa vida. Desejemos ou não, ela permeia nossa existência, insinuando-se nos espaços mais íntimos.”

Mulheres, cultura e política teve sua primeira edição em 1989 e mesmo assim é um tema extremamente atual para nós. Nunca se falou tanto em feminismo negro no Brasil. As palavras de Angela foram disseminadas recentemente por aqui, e a luta continua. A situação da mulher negra no mundo ainda enfrenta muito preconceito e a desvalorização do nosso trabalho, cultura e pensamento crítico continuam tanto quanto na década de 80.

A Boitempo é responsável também pela publicação do primeiro livro escrito por Angela Davis no Brasil, Mulheres, raça e classe. em 2016.

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GIF: Boitempo, divulgação

“Mulheres, cultura e política” tem preço médio de R$ 48.

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