O presente em dinheiro correto

Um ato que deveria ser espontâneo, como presentear, está sendo preterido em favor da comercialização de casamentos, formaturas e aniversários pela forma como são feitos os pedidos de presente em dinheiro. A prova de que é bem conhecida a regra de não expor esta preferência (exceto para pessoas íntimas) é o número de consultas que a coluna recebe. Diante da realidade, é preciso encontrar modos menos chocantes de fazêlo. (Chegam a propor ao convidado que deixe, numa urna localizada no local da festa, seu envelope com um cheque).

As transformações no convívio social geraram o termo “namorido” para namorados que já residem juntos e preferem receber ajuda monetária para a lua-de-mel. A forma de fazê-lo é o X da questão. A resposta é a mesma que se vem dando há muitos anos para a inclusão do cartãozinho indicando a loja onde está a lista de presentes dentro do envelope do convite. É deselegante.

Correto é fazer a lista, que até ajuda o convidado, deixando que ele pergunte aos noivos ou use o número de telefone indicado no convite para confirmação de presença, junto ao R.S.V.P., onde se encontra a lista ou as listas.

Justifica-se, então, que o novo casal está com a casa montada e “prefere uma contribuição para sua lua-de- mel”, indicando o site na internet com fotos dos noivos, local da cerimônia, estacionamento disponível e outros detalhes, mais os presentes para a lua-de-mel descritos por cotas de programas.

Assim, um passeio de gôndola em Veneza corresponde ao valor de R$ 150. Janaina de Paula Bercht criou o Bahcasei (www.bahcasei.com.br), que começa no chá de panela, incluindo endereços de hotéis, cabeleireiros etc. para convidados que virão de fora.

Uma dúvida dos noivos que receberam presente em dinheiro é saber quem deu o quê. Existem muitos formatos de sites, além do já citado, com fotos de objetos sugeridos e os respectivos valores. Ainda que os noivos possam usar o valor do presente para outras finalidades fica menos chocante para as pessoas da geração dos pais do novo casal. Como esta relação entre noivos e convidados é para lá de sem-cerimônia torna-se imperioso seguir a regra de cortesia de enviar um cartão de agradecimento pelo correio ou e-mail até dois meses após o grande evento. Uma oportunidade para o novo casal oferecer sua residência com endereço, e-mail e telefone fixo ou celular único. No caso de fotos da lua-de-mel, elas podem ser anexadas ao correio eletrônico.

Cochichos em reuniões

“Quando encontro uma amiga de pouco convívio numa reunião na casa de amigos comuns, ela tem a mania de ficar cochichando comigo. Parece que deseja exclusividade nas conversas. Digo que deve falar mais alto?” EVELISE

? Não. A tendência natural quando a gente faz uma conversa lateral em meio ao assunto geral em discussão é mesmo de falar baixo. Com certeza ela sente afinidades com você. Porém, depois de algum tempo, ficar nesta conversa paralela torna-se cansativo e em desacordo com o grupo. Aguarde que ela finalize uma frase e demonstre pelo seu olhar dirigido ao grupo que você está interessada no assunto geral.

Insegurança pessoal

“Sou de origem humilde e cheguei à posição de executivo de uma importante empresa. Surgiram compromissos sociais que me deixam inseguro. Disseram que, diante de dúvidas, eu siga o exemplo daqueles mais experientes. Sei que não se apoia os cotovelos na mesa, mas vejo muita gente bem-educada fazer isso. Como é que fico?” ALFEU

? A espontaneidade é privilégio das pessoas seguras de si. Por isso, ao terminar um prato, elas podem apoiar os cotovelos na mesa e até entrelaçar suas mãos, quando o correto seria apoiar apenas os pulsos na borda. Como você conhece regras de etiqueta, use-as até sentir-se mais seguro e saber a hora de apoiar os cotovelos. Nada é tão rígido nas nossas atitudes. Ao movimentar os talheres é que as regras devem ser seguidas sempre: jamais levar a faca à boca, não colocar o garfo na vertical para cortar a carne.

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