Experiências versus compras: seu comportamento define seu jeito de gastar dinheiro

Foto: Pixabay
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Estamos na metade do mês de setembro, você olhou para suas contas e pensou: onde foi parar o dinheiro do mês? Pesquisas apontam que, se você nasceu entre 1980 e 2000 e faz parte da geração chamada de Millenials, é provável que parte dessa grana tenha sido gasta em experiências em vez de compras. A ciência mostra que dinheiro compra felicidade até certo ponto, depois a satisfação com a aquisição de coisas diminui ou até desaparece. É por isso que mais gente tem optado por viajar, experimentar em vez de adquirir.

E se a partir de amanha você pudesse gastar mais, como usaria esse dinheiro?

Se a partir de amanhã você ganhasse cinco vezes mais do que agora, é provável que pouparia pouco, especialmente se você nasceu no Brasil. Uma pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito mostrou que a maior parte dos consumidores (68%) disse que gastaria o valor reformando a casa, comprando um carro ou fazendo uma viagem, por exemplo. As possibilidades de respostas eram múltiplas, mas só 49% disseram que aplicariam o dinheiro, 45% disseram que quitariam dívidas, 22% investiriam em algum empreendimento e 9% ajudariam parentes e amigos.

A maior parte de nós está preferindo usar o dinheiro em vez de poupar. O ponto é que esse dinheiro é gasto em experiências em vez de compras, por exemplo. Coisas duram mais e, por isso, deixam as pessoas mais feliz por mais tempo. Era assim que as pessoas pensavam. A hipótese está errada, de acordo com estudos da Cornell University, nos Estados Unidos. A adaptação com o novo bem comprado dura pouco, enquanto a experiência persiste na memória, em histórias e até na personalidade da gente.

Isso explica porque cada vez mais estamos preferindo experimentar a comprar. A economia compartilhada é uma prova disso, com sites de aluguel de roupas de grifes sendo opção à compra das peças e caronas compartilhadas como alternativa ao uso de carros, por exemplo. É um novo jeito de gastar o dinheiro que revela parte dos comportamentos que cada um de nós já demonstra no dia a dia.

A ciência também explica que tendemos, muitas vezes, a lembrar da experiência até melhor do que ela tenha sido na verdade. Se ela foi ruim, vira até piada na roda de conversa, mas tende a ser lembrada com mais satisfação do que compras em geral. Tá aí mais um bom motivo para incluir na sua lista novas experiências. E aí, por onde vai começar?

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