Para onde vai o luxo: especialista aponta cinco tendências do mercado

Foto: divulgação
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Autor de Precisar, Não Precisa: Um Olhar Sobre o Consumo de Luxo no Brasil, André Cauduro D’Angelo dedica-se a compreender como este mercado funciona e antecipar o que vem por aí. A pedido de Donna, ele lista as cinco maiores tendências desse universo que celebra a tradição das grandes grifes, mas sempre em sintonia com os novos valores, hábitos e estilos de consumo.

Consciente

O luxo consciente, derivado de processos e matérias-primas tidos como menos agressivos ao meio ambiente e mais respeitosos à mão de obra que ajuda a produzi-los. Vivemos um momento de consciência sobre a finitude dos recursos do planeta e de crítica aos excessos materialistas, estereotipados na ostentação. Por isso, abre-se uma brecha para que novas caracterizações do luxo apareçam, como esta, ligada a atributos ecológicos. Diria, inclusive, que esta é uma oportunidade especialmente interessante para empreendedores de países emergentes, uma vez que o luxo associado ao Velho Mundo tem a cara da tradição, dos conceitos historicamente ligados à palavra. O do Novo Mundo pode ser justamente o seu oposto, o dos conceitos renovados, atuais, contemporâneos.

Experiência

Luxo desmaterializado ou experiencial: quando exaure-se a capacidade de objetos proverem satisfação e contentamento, são os serviços, sob a forma de experiências, que entram em cena para substituí-los. Uma vez o sujeito já tenha pilotado carros de alto padrão, vestido os melhores ternos/vestidos e usado os relógios ou as joias mais caras, o estímulo transfere-se de comprar o exemplar mais novo de um determinado objeto para vivenciar algo memorável. Entram aí os serviços, claro, mas principalmente aqueles que conseguem surpreender e envolver o cliente.

Foto: Pexels, reprodução

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Online

Não se pode deixar de falar em internet. E o sucesso das marcas de luxo em comercializar seus itens pela web é uma moeda de duas faces. Por um lado, a rede torna o produto verdadeiramente acessível a nível mundial. Além disso, facilita compras de reposição de itens padronizados, que não exigem experimentação, como perfumes, maquiagem e artigos de escrita, além de incentivar consumidores que contam com poder aquisitivo elevado, mas que se sentem intimidados de frequentar uma loja física, a adquiri-los. Por outro, banaliza a compra, tirando parte de sua dimensão ritual, experiencial.

Bens de uso

Tem-se observado uma migração do interesse dos consumidores, mesmo dos mais endinheirados: da posse dos objetos e bens de luxo em prol de seu uso. Com isso, ganham força os brechós e os sites de aluguel de artigos de uso pessoal, bem como as empresas de compartilhamento de bens patrimoniais, como casas de férias, jatos, embarcações e carros superesportivos. Permite-se assim que o prazer da exibição ou do desfrute de um bem seja obtido, sem, contudo, incorrer nos custos exigidos pela propriedade deste.

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China

Por mais que se propale que o Brasil é um mercado atraente para as marcas de luxo, o país dificilmente passa de 1% ou 2% do faturamento das marcas internacionais aqui instaladas. As chances de crescimento real para esses negócios estão na China devido a uma combinação de contingente populacional elevado, crescimento econômico acelerado e ocidentalização da cultura. Espera-se que, dentro de alguns anos, o mercado chinês de bens de luxo iguale o norte-americano em volume.

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