Pensar com a cabeça do futuro: o desafio de cumprir as metas para 2018

Foto: Free Stock
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A duas semanas do fim do ano, assim como eu, muitas de nós começam a preparar a lista de metas para 2018. O que foi realizado e o que foi adiado e ficará para o ano que vem? Se nossas decisões fossem puramente racionais, provavelmente a maioria teria conseguido cumprir promessas como economizar mais, se exercitar mais, ler mais. Mas, isso não acontece como já enfatizou, Richard Thaler, norte-americano que recebeu o Nobel de Economia de 2017. Em seus estudos sobre economia comportamental ele aponta a dificuldade de autocontrole que temos e o quanto isso nos faz pensar mais no curto-prazo. Ou seja, se nossa capacidade de racionalização é limitada, como fazer para realizar mais em vez de novamente adiar algumas de nossas metas?

Tomo a liberdade de usar o conceito do premiado economista, que defende usar a inércia a nosso favor para melhorar nossas tomadas de decisão, e sugiro que criemos mecanismos de compromisso. Por exemplo, se para 2018 a meta é economizar mais, faça uma programação mensal para a saída de um valor X de sua conta corrente para uma aplicação financeira. Assim, não precisará fazer mais nada e pelo restante dos meses sua poupança forçada estará sendo construída por inércia. É uma decisão a priori que você toma de se comprometer consigo mesmo, evitando se arrepender quando por impulso quiser gastar o dinheiro de outra maneira.

De cabeça quente, inevitavelmente, pensamos mais no agora. Até porque, como ensina Daniel Goldstein, outro economista, temos duas cabeças. A do “eu presente” e a do “eu futuro”. A do presente está focada sempre nas gratificações imediatas, como o prazer de comprar algo novo, de comer o brigadeiro, de merecer mais no agora. A do futuro é a que prevê gratificações e abre mão do benefício momentâneo, o que é mais incomum.

Economizar é uma das “metas do próximo ano” mais comuns, mas também um dos clássicos embates entre o eu presente e o eu futuro. Para que em 2018 seja diferente, incentivo você a criar um jeito de que nem sua melhor desculpa consiga te desviar do seu propósito. Por aqui, já estou listando minhas maneiras de me manter disciplinada e não ceder ao eu presente da gratificação imediata e me afastar das minhas metas colocadas no papel, ainda de cabeça fria.

Afinal, resistir às tentações é difícil mesmo e faz tempo que sabemos disso. Era século XIX e o inglês Nassau Willian Senior já escrevia: “Abster-se do prazer que está em nossas mãos ou procurar resultados distantes e não imediatos estão entre os mais dolorosos esforços da vontade humana”.

 E você, já sabe que esforços vai empreender para colocar em prática suas metas de 2018?

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