Piangers: Quando estou defronte a uma mesa de sobremesas, sorrio como se estivesse encontrando velhos amigos

Foto: Pexels
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Quer ver alguém sorridente olhe pra mim quando vejo aquários gigantes, maquetes daquelas que dispõem luzes e botões para você ver o nome de cada casinha, ou uma mesa de sobremesas. Quando estou defronte uma mesa de sobremesas, sorrio como se estivesse encontrando velhos amigos, camaradas que não aparecem sempre nos restaurantes que frequento mas, quando aparecem todos juntos, me dão uma grande alegria.

O sagu com creme é como aquele tio que lembra o passado, aquele simpático senhor que, desocupado, costuma estar presente em quase todos os almoços. Só perde para a ambrosia, essa sim uma senhora arroz de festa. Está em todas. O trio é completo pelo bolo de chocolate. Mas ainda não podemos considerar uma mesa de sobremesas se temos apenas estes recorrentes senhores.
Começo a ficar feliz mesmo quando encontro o Brigadeirão. Que grande boa-praça. Não há quem não goste do Brigadeirão. Amigo de todos, simpático com as crianças, um prazer encontrá-lo. Estive em um restaurante, dia desses, e conheci o também fantástico Cocadão. Grande surpresa! Um amigo que quero levar pra toda a vida, certamente.

Foi com felicidade que reencontrei meu amigo mousse de maracujá. Ele estava meio esquecido. Seu irmão, mousse de chocolate, sempre dá as caras. A torta de mousse de maracujá, aquela que vem com umas sementes por cima e uma massa podre por baixo, considero muito pomposa. Se acha melhor que os outros doces. Vi esses dias na plaquinha que seu nome mudou para Tourté de Maracujá. Onde já se viu. Esnobe. Deveria estar em restaurantes em que a sobremesa é à la carte. Não na mesa de sobremesas. A mesa de sobremesas é para grandes amigos. Gente simpática.

Como o pudim de leite. Considero-o um dos mais queridos da turma. Sei que nem sempre está nos seus melhores dias, às vezes molengo demais, doce demais, com calda demais. Mas, quando está em um dia bom, emociona todos os presentes. Um nobre amigo, merece um brinde de café expresso.

A festa se completa com o divertidíssimo, o mestre das piadas e trocadilhos, saudoso Pavê. Mal interpretado, teve um período constrangido. Mas acredito que volta com tudo. Acredito na força do Pavê. É um bom rapaz, vai recuperar o prestígio. A festa não está completa sem ele. Tem em mim um defensor. Aliás, todos eles. Grandes amigos que tenho sempre o prazer de reencontrar.

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