Polo, mais que o uniforme de coxinha, um recurso de estilo | Moda na Real, por AsPatrícias

Outro dia, editando um texto sobre as tendências da semana de moda de Milão, a gente se depara com o retorno de uma peça clássica de qualquer closet, mas que costuma provocar cenhos franzidos por boa parte das mulheres: a camisa polo. Sim. Este uniforme do coxinha padrão em qualquer lugar do mundo (leia aqui a bem humorada coluna da Mari Kalil sobre o assunto) sofre forte discriminação das moças um tanto outsider, mas é por pura injustiça. Sério. A polo, quando bem usada, é um charme e pode impor um toque nobre ao mais descontraído e provocativo dos visuais. Sem qualquer dúvida, viu?!

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Originária dos campos de polo, como o nome mesmo sugere, ela saiu da mira exclusiva dos atletas quando invadiu as quadras de tênis na década de 20. Sim. Quando em um US Open o tenista René Lacoste vestiu um modelo de algodão branco e colarinho leve inspirado na vestimenta dos jogadores de polo, a peça virou desejo de outros tenistas e também dos elegantes que circulavam pelas plateias. Em 1933, junto ao fabricante de malhas francês André Giller, Lacoste começa a comercializar a camisa, que tinha como símbolo um crocodilo, referência ao apelido do tenista, Le Crocodile. Fato curioso: foi a primeira vez que o logotipo de uma marca surge costurado do lado de fora de uma peça (quem diria, hein?!). E a gente convive com esse adorável crocodilo desde então, fazendo da Lacoste a mais clássica das polos.

Legenda da foto de Lacoste: Rene Lacoste e sua polo, criador e criatura | Foto: reprodução

Rene Lacoste e sua polo, criador e criatura | Foto: reprodução

A gente ama a campanha Unconventional da Lacoste, que explora o glamour da polo | Foto: divulgação

A gente ama a campanha Unconventional da Lacoste, que explora o glamour da polo | Foto: divulgação

Lógico que as polos ganharam mil interpretações e leituras. O modelo tradicional, de qualquer grife, fica mais interessante quando usado um número menor, mais justinho no corpo, em cores tradicionais, como branco ou azul-marinho. A gente também adora as polos clássicas, inclusive as de manga longa, em tons suaves ou bem vibrantes, como um laranja ou azul Klein.

A melhor dica para sacudir um pouco com o layout caretinha da polo é combiná-la a peças mais despojadas, como shorts, jeans, calças coloridas. Também fica ótima para proporcionar o cobiçado título hi-lo em uma visual mais sensual ou elegante. Isso mesmo. Use com saias lápis ou com um modelo longo e volumoso, brincando com conceitos opostos e reforçando a versatilidade da peça.

Legenda fotos de passarela: Em Milão, Dsquared², Fausto Puglisi, Fendi, Jil Sander e MSGM apostaram em interpretações da peça | Foto: reprodução

Em Milão, Dsquared², Fausto Puglisi, Fendi, Jil Sander e MSGM apostaram em interpretações da peça | Foto: reprodução

Se você acha praticamente impossível reverter a personalidade nerd ou a nobreza exacerbada da polo , adote releituras, que mantêm o tipo de colarinho e fechamento, mas inovam em materiais, formatos e detalhes, bem como se viu na semana de moda de Milão. Use em seda, em tricô, com bordados, amplas….Ufa! O interessante é ter uma polo para chamar de sua, do seu jeito. Ah! Antes que a gente esqueça: o formato da polo veste bem vários tipos de silhueta, já que seu decote valoriza também mulheres cheinhas e as de peitos generosos. Vai resistir depois desse argumento?! Boas combinações.

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