Donna - ir para home

Questão de bom-senso!

Não é questão de ser pudica ou não, mas acredito que existe uma roupa certa para cada ocasião

Sungas e biquinis caem bem na praia da praia. No meio da cidade, não
Sungas e biquinis caem bem na praia da praia. No meio da cidade, não Foto: Arte Lucas Abreu

Dias atrás, ao entrar em um supermercado na Avenida Beira-Mar Norte, em Floripa, notei uma movimentação estranha perto da porta. Era o vigia, que não queria deixar um homem entrar na loja vestindo apenas uma sunga e sandálias. Curiosa, cheguei mais perto para acompanhar a cena.

? Isso aqui não é uma cidade de praia? Então, por que esta frescura de não poder andar de sunga? ? perguntava o cara.

O vigia, já meio sem paciência, explicava:

?  Praia é na beira do mar. Aqui no mercado, só entra de camisa e bermudas, e ponto final. A ordem é essa.

O visitante ainda tentou argumentar, mas não houve jeito. Foi embora. Lá dentro, os clientes comentavam e davam as mais diferentes opiniões. A maioria concordava com o vigia: “Sunga não é roupa de andar pela cidade”, ouvi.

Fui fazer minhas compras, mas fiquei pensando naquela cena. Não é questão de ser pudica ou não, mas acredito que existe uma roupa certa para cada ocasião, e quem tem bom-senso sabe disso.

Na beira da praia, ok. A sunga é bem-vinda (principalmente se o corpo estiver em forma), caso contrário, uma bermuda pode ser a melhor opção. A mesma regra se aplica às mulheres. Na areia, na piscina, no mar, um biquíni fica charmoso (desde que não exageradamente pequeno, para não correr o risco de parecer vulgar). Ou, nas não tão bem feitas de corpo, um maiô pode ressaltar os pontos positivos e esconder o que não precisa ficar exposto.

Agora, usar somente o biquíni ou a sunga na cidade – mesmo sendo uma cidade praiana ? é de mau gosto, convenhamos.

Imagine a cena: na fila do banco, uma moça de calcinha e sutiã (sei que isso pode ser um fetiche masculino, mas não estamos falando aqui em erotismo) ia ser no mínimo inconveniente, assim como o cara de cueca (que é igual a uma sunga) na fila do caixa no supermercado. Ou, num restaurante. Na beira da praia, claro, é diferente.

Parece que no verão as pessoas perdem o discernimento. É a estação onde tudo pode, tudo é permitido, até dançar funk só de calcinha no centrinho da Lagoa da Conceição, como mostrou dia desses a TV. Muita gente perde a noção do ridículo. “O que é bonito é para ser mostrado”, argumenta quem acha que verão é sinônimo de exibicionismo. Não concordo. Há hora e lugar para tudo. E vamos combinar: ninguém vai morrer de calor se colocar uma bermuda ou um vestidinho por cima da roupa de banho, quando estiver passeando pela cidade. Como já dizia minha avó, um pouco de compostura não faz mal pra ninguém.

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