Vamos fazer uma reflexão para o Dia da Mulher: “Uma mulher sobe e puxa a outra”

Foto: Reprodução/ Facebook Desenhos de Carvalho
Foto: Reprodução/ Facebook Desenhos de Carvalho

“Uma sobe e puxa a outra”. Provavelmente você escutou essa expressão de alguma mulher nos últimos tempos.

Vou contar um segredo que talvez você já saiba, mas caso não, nós mulheres fizemos um grande pacto. Decidimos que não ficaremos mais sozinhas, que é legal ser pioneira em algo, mas o mais legal é abrir portas para mais e mais mulheres. E, principalmente, uma estará representada na vitória da outra.

O feminismo está revolucionando o momento atual e ter um dia, uma semana, um mês da mulher já não é mais suficiente. Queremos o ano das mulheres, a década, o século! Estamos cheias de força, de vontade de liberdade física e mental, somos politizadas e bem ligadas em todos os movimentos que estão acontecendo. Nos tocamos que é a hora de levantar, erguer bandeiras e apostar na igualdade de direitos.

Somos maioria (não minoria, como sentíamos há pouco tempo) e acordamos para perceber a força que temos juntas. Tem espaço para todas. Seja na política, na televisão, em cada trabalho (mesmo aqueles que “não são para mulheres”), nas ruas. Não iremos aceitar menos do que merecemos.

Sempre soubemos que não cabia existir preconceitos como machismo, gordofobia, padrão de beleza, homofobia, transfobia, mas agora compreendemos o que podemos fazer para eles deixarem de existir.

Nos tornamos privilegiadas por estar participando dessa revolução e temos a oportunidade de entender cada passo que avançamos. Vivemos na exata geração de movimentos como #MeToo, “Somos todas feministas”, “Vamos juntas?”, #NãoUseBatomVermelho, “Time’s Up”, #BlackLivesMatter, #MexeuComUmaMexeuComTodas, entre outros, ou seja, estamos mais unidas do que nunca! E tentando buscar um local de maior representatividade em todos os setores.

A soma de todos os movimentos também nos abriu os olhos e deixou bem claro o sentimento de empatia, no qual não precisamos ser negras para ser contra racismo, gorda para ser contra gordofobia, etc.

Apoia a causa, mas não sabe o que fazer? Para começar, pare de julgar suas irmãs, se vamos estar juntas, ofender seu semelhante é um péssimo caminho. Busque seus direitos salariais, não reproduza frases machistas. Todas queremos crescer, não inveje, sua hora irá chegar. Doutrine seus filhos para que entendam o espaço da mulher no mundo. Indique mulheres para vagas de emprego. Leia livros de autoras mulheres.

Estamos unidas pela mulher, pela mulher negra, pela transsexual e todas que se sentem mulheres <3

Porque quando uma sobe, puxa outra. E assim, unidas, vamos seguir em frente.”
Taís Araújo

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