Um guia prático para sua viagem a Fernando de Noronha

Fernando de Noronha pertence ao estado de Pernambuco e é formado por vinte e uma ilhas, numa extensão de 26 km², tendo uma principal – a maior de todas também chamada de Fernando de Noronha – a única ilha habitada.

Noronha é o paraíso do Brasil e um dos lugares mais lindos do mundo! Hoje, é um dos lugares onde você se sente mais seguro no Brasil e tem a sensação de estar em uma parte do país que deu certo – mesmo com todo o “clima roots” do local.  São 17 quilômetros quadrados à 545 km da costa, onde vive uma população de um pouco mais de 3.000 habitantes e o turismo é desenvolvido de forma sustentável, com foco no equilíbrio entre o homem e a natureza.

Foto: Fernanda Costa Gama

Foto: Fernanda Costa Gama

Em Noronha você vai se sentir leve, desapegado, em paz. É onde você vai sentir energias especiais e ver belezas surreais. Um lugar para se desconectar, explorar, viver, se energizar. Mas, antes de você viver essa experiência única, precisa saber de algumas coisas para organizar sua viagem:

Quando visitar: Fernando de Noronha pode ser visitada durante o ano todo. Para quem quer mergulhar, setembro e outubro são os meses mais indicados, quando o mar de dentro fica mais calmo e você tem visibilidade de 50 metros em baixo da água. Já para os surfistas, em janeiro as águas se agitam e levantam boas ondas até março. Em julho e de dezembro a fevereiro, o movimento na ilha é bem maior, faça a reserva com bastante antecedência. Dependendo da época que você vai, conhecerá uma Noronha diferente de outro período do ano.

Foto: Fernanda Costa Gama

Foto: Fernanda Costa Gama

Antes de chegar: É preciso pagar uma taxa de acordo com o tempo de permanência na ilha. A taxa de preservação – TPA – pode ser paga pelo site antes de sua viagem (o que facilita na hora de entrada na ilha e evita filas) ou no aeroporto. O valor mínimo é de R$ 68,00 reais para um dia e o tempo máximo que você pode ficar na ilha é de 30 dias. Outra taxa que você pode pagar com antecedência pelo site é a taxa do PARNAMAR (Parque Nacional Marinho) que é cobrada uma única vez no valor de R$ 99,00 e é válida por 10 dias. Você precisa deste cartão para acessar algumas praias e parques de noronha – incluindo a famosa Praia do Sancho.

Trilhas e passeios: A ilha de Fernando de Noronha é lotada durante todo o ano, então programe-se com antecedência. Se você quiser muito fazer um passeio ou trilha, organize sua agenda no primeiro dia e marque o que você quer visitar. Algumas das trilhas precisam ser feitas com um guia e necessita ser agendada junto ao ICMBio, mesmo local onde você pode pagar as taxas de entrada do parque.

Foto: Leticia Duarte

Foto: Leticia Duarte

Prepare o bolso: Em Noronha tudo é caro. Os hotéis possuem um valor elevado e não oferecem grandes acomodações, as passagens são altíssimas, os restaurantes são caros, as taxas são altas, a gasolina um assalto. Enfim, para você estar em um paraíso no meio do oceano tem um preço. E esse preço é salgado!

Como chegar: A viagem para Fernando de Noronha é longa. Do sul do país você precisa pegar no mínimo dois voos. Todos os voos para ilha saem exclusivamente de Recife (1h20 de viagem) ou de Natal (55min de viagem) e esse será seu último voo até a ilha. Duas companhias aéreas fazem esse percurso, a Azul e Gol, sendo que a segunda apenas saindo de Recife. No voo você só pode levar uma mala de 23kg e as pranchas de surf são cobradas a parte. O aeroporto de Noronha é pequeno e, mesmo que muito perto do centro, o ideal é que você chegue cedo no dia da sua volta, pois além de pegar filas no check in (mesmo que faça online você precisa entrar na fila), precisa ainda pagar a taxa de saída da ilha. Ah, lembre-se de marcar um assento no lado esquerdo do avião e tenha uma vista panorâmica da ilha.

Foto: Fernanda Costa Gama

Foto: Fernanda Costa Gama

Desconectado. É assim que você vai ficar em Noronha. Não apenas por toda natureza que vai te tirar a atenção do celular, mas também porque o sinal é horrível. Um dos poucos momentos que você vai utilizar seu celular será no wifi do hotel – se ele for potente o suficiente para sua navegação.

Ajuste o relógio. A ilha possui uma hora a mais que Brasília (exceto no horário de verão). Dependendo da época do ano, lembre-se de ajustar o horário do seu celular manualmente, porque no automático muitas vezes puxa o horário de Recife e você pode acabar se atrapalhando – ou até perdendo um voo.

Não dependa dos hospitais. Há apenas um hospital público na ilha que atende a casos de primeiros socorros e pequenas cirurgias, além de exames de rotina na população e visitantes da ilha. Por isso, cuide-se o suficiente para não depender de nenhum hospital.

Foto: Leticia Duarte

A água cristalina de Noronha é maravilhosa (Foto: Leticia Duarte)

Noronha é roots. Não espere grandes estruturas de praia ou pelo centro. Muitas das praias possuem acesso por trilhas e a grande maioria não possui estrutura de praia. Esqueça cadeiras, guarda – sol e bares na areia, a função é você levar o que precisa. Organize uma mochila com toalha, snacks, (muita)água, repelente e uma muda de roupa. Você vai passar o dia atirado na praia e vai precisar de alguns itens essenciais para aguentar um dia de sol. Claro que você encontra algumas praias com melhor estrutura, mas não se pode ir embora de Noronha sem explorar todas as maravilhas, não é mesmo?!

Buggy, o rei de Noronha. Marcou a viagem para Noronha, alugue um buggy. Esse é o principal meio de transporte na ilha e o que ajuda nos acessos as praias. A ilha possui uma rua principal asfaltada e o resto é barro, pedras, buracos, e só os buggies para sobreviverem a esse caos. Existem táxis e ônibus de linha, mas eles não chegam em algumas praias em função das condições das ruas. Alugue um buggy com antecedência – eles acabam rápido na alta temporada –  e diverta-se. A melhor forma de explorar a ilha é através de buggies, uma aventura e tanto!

Foto: Fernanda Costa Gama

Foto: Fernanda Costa Gama

Não espere hotéis 05 estrelas. Em Noronha os hotéis são rústicos e simples e mesmo as pousadas mais conhecidas vão apresentar problemas, como falta de limpeza, excesso de bichos, lentidão no serviço e banho com água dessalinizada – sim garanta um bom creme para cabelo. Não é em Noronha que você vai viver uma vida de luxo, lá o clima é natureza, desapego, beleza.

Prepare-se para o calor.  O clima da ilha é o tropical e há duas estações predominantes: a seca, que vai de setembro a fevereiro e a chuvosa, com precipitações ocasionais, de março a junho. A temperatura tem pouca variação durante o ano, mantendo uma média de 28ºC, com muito sol.

Não se fruste se algo estiver em falta. Basicamente tudo chega em Noronha por barco e o abastecimento pode não ser completo ou demorar para chegar. Se faltar pão, faltou, não chegou, atrasou. Então não se frustre e aproveite outras delícias da ilha.

Foto: Fernanda Costa Gama

Foto: Fernanda Costa Gama

O que não pode faltar na mala? Leve predominantemente roupas de verão, mas não deixe de levar um agasalho por causa da brisa da noite. Leve roupas de esporte e um tênis para as caminhadas – você também pode encontrar aquelas sapatilhas leves para caminhar em pedras nas lojas especiais de esporte. Para entrar na água, além das roupas de banho, leve máscara e snorkel (caso não tenha você pode alugar na ilha), uma camiseta, de preferência de lycra, para mergulhar e surfar sem ficar torrado pelo sol e uma go pro para fazer as fotos mais lindas dentro d’agua. Não se preocupe com roupas arrumadas ou muitas opções para dia e noite. Você passa praticamente todo o dia com roupas de praia, basicamente bermuda, biquini e chinelo. Salto? Nem pensar. Adicione na mala muito protetor solar, repelente para mosquito, chapéu e uma boa mochila para carregar todas as tralhas durante o dia.

No geral Fernando de Noronha é um sonho. As paisagens são de tirar o fôlego, a energia especial, a alegria constante. Um lugar para se apaixonar e querer voltar. Prepare a máquina fotográfica e o coração e volte de Noronha com a alma renovada. E acompanhe nosso site para ver as melhores dicas do que fazer por lá.

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