Como nós encaramos a velhice? 90% dos brasileiros têm receio de envelhecer, aponta pesquisa

A velhice pode trazer com ela uma série de mudanças na percepção das pessoas em relação a boa parte da vida, certo? Mas e qual será a percepção dos brasileiros em relação à velhice? Uma pesquisa realizada pelo Instituto QualiBest em parceria com a Pfizer revelou que os problemas de saúde, as limitações físicas, a solidão e a perda de memória são os principais temores da população brasileira quando se fala em terceira idade. No levantamento, apenas 9% dos entrevistados afirmaram que não têm nenhum receio em relação a velhice e 1% não soube responder. No entanto, pelo menos um quarto dos entrevistados espera viver aproximadamente 100 anos.

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Outros temores que também aparecem na pesquisa são as preocupações financeiras, aspecto ressaltado por 52% dos entrevistados. O distanciamento dos familiares foi apresentado como um aspecto relevante para 37% dos entrevistados. Entre os homens, a possível diminuição da atividade e do desejo sexual também aparece.  Já entre as mulheres, 9% das entrevistadas afirmaram ter receio de dizer a idade. No total, 46% afirmaram ter vontade de viver pelo menos 86 anos. Para a médica médica geriatra e gerontóloga Andrea Prates, mestre em Saúde Pública pela Universidade de Londres, é preciso aceitar o processo de envelhecimento como algo natural e cheio de possibilidades positivas.

– Em primeiro lugar, é preciso desconstruir o modelo de velhice arraigado na sociedade, é necessário trazer uma outra visão sobre o passar do tempo, abandonando essa construção social estereotipada que conhecemos – ressalta a médica.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o país passa por um rápido processo de envelhecimento populacional. De 1960 a 2000, a proporção de pessoas com 60 anos ou mais subiu de 4,7% para 8,5%. O censo de 2010 apontou que os indivíduos nessa faixa etária hoje representam 10,8% da população, cerca de 20 milhões de pessoas. Já Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, em 2005, o Brasil será o sexto país do mundo em números de idosos e deverá somar 32 milhões de pessoas. Outros estudos afirmam que São Paulo, por exemplo, terá mais idosos do que crianças.

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– A cada um ano a mais de expectativa de vida, apenas 10 meses são saudáveis enquanto os outros dois são de incapacidade funcional. Então é importante que se invista em qualidade de vida durante a juventude para que a velhice seja vivida com menos problemas em relação as capacidades físicas. Mesmo que haja uma mudança tardia para hábitos saudáveis, os benefícios serão sentidos – afirma Andréa.

Para realizar a pesquisa, foram entrevistadas 989 pessoas com idade entre 18 e 61 anos.

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