Baixa confiança na própria beleza e ansiedade com a aparência preocupa as mulheres, revela pesquisa

Apesar disso, mais mulheres e meninas estão lutando contra padrões de beleza irreais, diz relatório global divulgado por Dove

Divulgação/Dove
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A autoestima das mulheres anda em baixa, mas, paradoxalmente, o desejo de desafiar os padrões de beleza está crescendo: é o que afirma o relatório Relatório Global de autoconfiança feminina Dove, que entrevistou mais de 10,5 mil mulheres e meninas em 13 países. O estudo abordou tópicos como a insegurança com o próprio corpo e como esse comportamento reflete no cotidiano das mulheres.

No Brasil, por exemplo, 66% das entrevistadas não se sentem seguras para defender suas opiniões de forma assertiva se não estiverem satisfeitas com a própria aparência.

– Esses dados são preocupantes, mas não surpreendentes, dada a crescente pressão que as mulheres e meninas enfrentam hoje – explica  Joana Novaes, coordenadora do Centro de Estudos sobre Doenças da Beleza na PUCRJ.

Ainda segundo a pesquisa essa insegurança impede que as mulheres desenvolvam seu potencial.

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A pressão da mídia para que as mulheres atinjam um padrão irreal de beleza é um dos fatores que acabam gerando ansiedade em relação à aparência.

Apesar disso a maioria das entrevistadas gostaria que fossem retratadas mais mulheres com diferentes tipos de beleza física, com maior diversidade de idade, raça e biotipo.

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Divulgação: Dove

– Precisamos ajudar a empoderá-las de muitas formas, inclusive reforçando a educação em torno da autoconfiança corporal, iniciando conversas relevantes sobre as pressões enfrentadas por mulheres e meninas e defendendo mudanças na forma como as meninas e mulheres e sua aparência são discutidas e retratadas na mídia – afirma a especialista.

O relatório descobriu que, embora exista uma ansiedade em relação à própria beleza e aparência e que isso seja uma questão global, as mulheres vivenciam diferentes pressões dependendo de sua cultura e país. Por exemplo: em países como Estados Unidos, Alemanha, Canadá e Reino Unido, a existência de maior liberdade e igualdade faz com que as mulheres se sintam mais pressionadas ainda por atingir a perfeição. Já em países mais religiosos, as meninas se sentem pressionadas a seguir os passos da mãe, embora se sintam mais confortáveis com sua aparência do que em outros lugares.

Outras constatações da pesquisa

# 92% das mulheres abrem mão de atividades importantes na vida quando se sentem insatisfeitas com a própria aparência

# 71% se sentem pressionadas a nunca cometer erros ou a demonstrar fraqueza

# 86% delas desejam ter a melhor aparência possível dentro de suas características

# 90% das entrevistadas concordam que toda mulher tem algo de bonito

# 82% sentem-se mais positivas quando dedicam tempo para cuidar da mente, do corpo e da aparência

# 71% reconhecem o impacto da cultura “always on” da mídia social no incentivo à busca pela perfeição

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