Colunista de jornal chama russas de “putas” por comportamento com estrangeiros no país da Copa do Mundo

Foto: Diorgenes Pandini
Foto: Diorgenes Pandini

Um colunista do  jornal Moskovskiy Komsomolets, um dos maiores e mais tradicionais da Rússia, chamou as mulheres russas de “putas” em artigo publicado no dia 27 de junho. O texto do jornalista Platon Besedin é taxativo desde o título: “A hora das putas: as russas se envergonham e envergonham o país na Copa”.

“Nas cidades onde tem a Copa do Mundo, muitas russas se comportam como prostitutas na frente dos estrangeiros. As mais espertas colocaram anúncios nos sites de relacionamento. Claro que muitas mulheres procuram estrangeiros por dinheiro, outras procuram o casamento. Mas tem mulheres que estão prontas para dormir com estrangeiros de forma gratuita só porque são estrangeiros. Podemos dizer que dá vergonha. Muitas mulheres nem conhecem o sentimento de vergonha. Muitas mulheres que correm atrás dos estrangeiros não têm vergonha, moral e valores. Nós criamos uma geração de putas prontas para abrir as pernas ao escutar algum sinal de idioma estrangeiro”, diz o artigo.

Platon ainda afirma que a Copa do Mundo tem sido importante para quebrar estereótipos do país, mas que um está sendo reforçado: o das mulheres que se vendem. Segundo ele, “as redes sociais têm muitos vídeos em que meninas jovens e não tão jovens se comportam como prostitutas com responsabilidade social baixa”.

De acordo com o UOL, um grupo de mulheres russas escreveu uma petição exigindo um pedido de desculpas do colunista e reforçando que as russas são livres para terem o comportamento que quiserem. O próprio jornal Moskovskiy Komsomolets publicou artigos criticando a coluna.

Após a repercussão da coluna, Besedin publicou um novo artigo, afirmando ter sido mal interpretado. Ele justifica que o problema seja o tipo de criação que as meninas recebem, que seria reforçada pela mídia.

“Eu vi muitos comentários de mulheres indignadas com o meu artigo. Ele supostamente degrada sua dignidade. Não, meu artigo não degrada sua dignidade, mas a imagem de uma mulher como uma prostituta, que é cultivada em nossa sociedade: de revistas de moda a talk shows populares. Pareça uma prostituta, seja sexy – venda-se para o sucesso”, escreveu.

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