Como Emma Watson transformou Bela em uma princesa mais real e empoderada

Quem for ao cinema a partir dessa quinta-feira, 16, conferir a versão live-action de A Bela e a Fera vai perceber algumas novidades – e elas vão além das atuações de Emma WatsonDan Stevens. Como feminista e porta-voz da campanha He for She, da ONU, por exemplo, a atriz de 26 anos, fez questão de, ao lado do diretor Bill Condon, tornar a personagem de Bela mais real.

Em entrevista ao site americano ew.com, Emma revelou alguns pontos que foram modificados para que as meninas que acompanhem a história pela primeira vez possam ter um exemplo mais atual de mulher.

– É óbvio que, nesse caso, eu não estou como escritora, não estou responsável pela narrativa, nem sou a diretora ou editora, mas tenho opiniões pessoais muito fortes e tenho visões e opiniões fortes sobre a minha personagem– explicou a atriz.

A Bela e a Fera 2

Confira 5 maneiras como Emma Watson transformou Bela em uma mulher mais verdadeira

1 – Bela é inventora

Você pode não lembrar, mas na versão original o pai de Bela, Maurice, é um inventor reconhecido no vilarejo. Já na nova versão, Bela é quem ocupa o cargo e chega a sofrer preconceito dos vizinhos por trabalhar e ser proativa – característica adicionada à personagem a pedido de Emma.

2 – Nada de salto agulha

Como qualquer mulher trabalhadora que preza pela praticidade, Bela não seria a princesa ideal para usar sapatos de salto alto durante toda a história. Segundo Emma, na maior parte do filme a personagem veste sapatilhas que “são perfeitas para quem precisa andar a cavalo, podar o jardim e consertar máquinas”.

– Ela está mais apropriada à realidade, com os pés no chão e muito prática – defende a intérprete.

3 – Roupa de princesa?

Você já deve ter visto inúmeras fotos do clássico vestido amarelo de Bela, mas a verdade é que, para além da consagrada cena do baile, Bela se veste de forma simples. Como qualquer inventora, sempre carrega muitas coisas, por isso a roupa de trabalho conta com bolsos na saia, a fim de suprir as necessidades.

4 – Cintura fina, só se for natural

Em outro rompimento com as tradições da realeza Disney, Emma se recusou a vestir espartilho, aquela peça que deixa as cinturas ainda mais finas. Ao contrário das princesas clássicas, que ostentam curvas inatingíveis, a atriz preferiu dar um exemplo mais saudável às espectadoras: essas peças podem causar prejuízos irreversíveis à saúde.

5 – Submissa? Quem?

– Não existe essa de ‘vou vencer esse cara com bondade’ – disse Emma durante a entrevista. Desmentindo os comentários de que a princesa estaria em um relacionamento abusivo, a atriz contrapõe afirmando que a personagem não deixa as atitudes da Fera passarem despercebidas.

– Ela devolve tudo o que recebe. Se ele bate a porta, ela vai bater de volta. E ela não deixa de desafiá-lo: ‘você acha que vou jantar com você? É claro que não, estou presa aqui’ – exemplificou.

A Bela e a Fera 3

Além de uma princesa mais realista, a produção tem outra novidade – que não agradou a todos. Le Fou, braço direito do vilão da trama, foi interpretado por muitos espectadores como uma personagem gay. Alguns críticos já definiram as cenas em que ele aparece como “bem normais”, mas a constatação fez com que cinemas da Alemanha, dos Estados Unidos e da Malásia adiaram – e até cancelaram – a exibição do título.

Confira o trailer

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