Da primeira selfie à mudança de status: 12 novos ritos dos relacionamentos

(Julio Cordeiro/Agência RBS)
(Julio Cordeiro/Agência RBS)

1. Curtir fotos antigas

Entre solteiros, curtir fotos velhas em redes sociais é uma evidência óbvia de interesse. Seus álbuns são vasculhados pelo candidato a cara-metade: e cada curtida, pelo horário, pelo estilo de foto e por mil outros fatores, pode significar alguma coisa.

2. A primeira mensagem de texto

Ficou com dúvida do interesse dele? A primeira mensagem de texto é uma prova incontestável: há tanta ciência ali envolvida que o ator Aziz Ansari transformou a análise dela em número do seu stand up comedy (procure na Netflix!). Tão importante quanto são a resposta em si e o tempo até ela chegar. Mas o grande marco é quando não se dá mais bola para esse tipo de joguinho.

3. A hora de desinstalar o app de paquera

Há um momento anterior ao início de namoro, mesmo entre pessoas que se conheceram por apps de pegação, que é desinstalá-los em nome de algo bacana que está começando a rolar. A dica é usar para o app a mesma lógica da vida: quando você estiver disposta a deixar de ficar com outras pessoas em razão de uma em especial, é justamente a hora de arrastar o ícone à lixeira.

4. A primeira selfie de casal

Segundo o doutor em psicologia Aílton Amélio, os ritos de intimidade foram aos poucos substituídos por ritos que demonstrem compromisso. A selfie pública de casal costuma ser a primeira e discreta demonstração de que a pessoa se orgulha de quem está em sua companhia, e que não se incomoda que os demais amigos se perguntem sobre ela. E, por se tratar de uma publicação sempre acessível a partir dali, é um registro mais forte do que, por exemplo, ser visto com alguém em algum lugar.

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5. Mudar o status de relacionamento

Almejadíssima quando ocorreu o boom das redes sociais, no início desta década, já se observa uma pequena mudança em relação àquele “em relacionamento sério com Fulano”. Casais expõem menos seu status de relacionamento no perfil, enquanto outros optam por variações que nem sempre correspondem à realidade. O fenômeno vem ao encontro do que hoje é uma preocupação para as empresas de tecnologia: uma guinada à privacidade após os primeiros anos de superexposição.

6. Entrar no grupo de WhatsApp da família dele(a)

Nem todo ritual de um relacionamento é bom. Ser adicionado aos grupos de WhatsApp da família do outro é uma extensão para a vida daquela pegação de pé da parentada que antes era restrita aos almoços de final de semana. Amar é receber mensagens de bom dia não só das suas próprias tias, mas também das tias da pessoa amada. Paciência.

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7. A primeira aparição ao vivo

Um dos novos marcos é conhecer pessoalmente aquelas pessoas que já comentam e curtem o relacionamento de vocês nas redes. Entra nessa conta, também, conhecer pessoalmente não só os pais, mas também eventualmente os filhos de relacionamentos anteriores da outra pessoa.

8. Publicar o primeiro textão

Uma das grandes mudanças entre relacionamentos, do flerte nas redes ao dia a dia no WhatsApp, é a ascensão da palavra escrita. E tem lá suas vantagens. Um dia, chega o momento do primeiro textão de declaração de amor em rede social, que pode vir no aniversário ou em datas comemorativas, como Dia dos Namorados.

9. Morar a dois (ou mais)

Entre 2002 e 2012, o IBGE alertou para o fenômeno do crescimento da “geração canguru” de 20% para 24%. Trata-se de pessoas entre 25 e 34 anos que ainda moram com os pais. Além de abranger jovens solteiros, esse grupo também é composto por casais que aproveitam a chance de viver sob o teto dos pais de um deles e, assim, economizar antes de morarem sozinhos de fato.

10. Selar a união com 25 anos de financiamento

O casamento ainda é almejado, mas o que em gerações passadas era o início da vida a dois, agora é uma recompensa após uma série de conquistas anteriores, como a compra de um imóvel. Daí a queda, na comparação dos Censos 2000 e 2010 dos casamentos civil e religioso (de 49,4% para 42,9% das uniões conjugais do Brasil) e o crescimento das “uniões consensuais” de 28,6% para 36,4%, termo que abrange a união estável, já aceita para contratos como aluguéis e financiamentos. Na prática, muitos casais selam a união ao abraçarem juntos uma dívida de 20 anos ou mais para pagar a casa própria.

11. Terminar por mensagem

Já não é nenhum absurdo para esta geração de jovens terminar um relacionamento por mensagem. Segundo pesquisa publicada em 2014 pelo Daily Mail com pessoas entre 18 e 30 anos, 56% deles optaram por terminar relacionamentos no ano anterior sem encarar ou ao menos telefonar para os parceiros: 25% o fizeram por mensagem de texto, 20% por redes sociais e 11% por e-mail. Apenas 18% o fizeram pessoalmente.

12. (Des)curtir a fossa virtual

Hoje não tem mais como evitar o ex, deixando de frequentar os lugares onde vocês poderiam se esbarrar ou fugindo de amigos em comum. Mesmo cancelando a amizade, as redes sociais se encarregam de mostrá-lo por meio das postagens dos amigos e por não entenderem, nos seus algoritmos, por que você deixou de se interessar por uma pessoa do dia para a noite. O resultado é um desconforto e uma tentação imensa de bisbilhotar a vida do outro longe da sua.

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