Depois da marcha: Estados Unidos podem ter greve geral de mulheres

Andrew Caballero-Reynolds / AFP
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As idealizadoras da Woman’s March estão preparando uma nova ação no dia a dia norte-americano: uma greve geral de mulheres. Duas semanas depois da marcha do dia 21 de janeiro, que reuniu mais de 485 mil pessoas em Washington, o comitê organizador está concebendo a ideia do A Day Without Women – Um dia sem mulheres, em tradução livre.

A ação, a exemplo da anterior, é em oposição ao governo do presidente Donald Trump. Segundo o portal americano Salon, os escalões políticos e de segurança pública já estão cientes do movimento, que pode gerar a maior greve da história do país. Para a imprensa norte-americana, a chamada deixa claro uma ação inédita, que representa a luta de um gênero e não de empregados de uma empresa ou membros da união.

Assim como as marchas, a greve está sendo organizada pelas redes sociais do movimento. As publicações até o momento não revelam data, mas já foram replicadas por mais de 30 mil pessoas.

#womensmarch

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Sobre a Women’s March

No dia após a posse de Trump, mais de 3 milhões de pessoas foram às ruas nos Estados Unidos. Os desdobramentos mundiais ficaram por conta de marchas independentes na Inglaterra e Austrália, por exemplo.

Na Argentina, o movimento contra feminicídios Ni Una Menos, que repercutiu internacionalmente, realizou uma greve geral de mulheres em 19 de outubro. A mobilização foi um protesto conta o assassinato brutal da jovem Lucía Pérez, de 16 anos, que chocou o país.

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