Dia da Mulher Negra: 10 ícones que lutam por visibilidade e reconhecimento

Lupita é uma das mulheres que faz diferença por mais representatividade
Lupita é uma das mulheres que faz diferença por mais representatividade

Esta terça, 25 de julho, marca o Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, data comemorada desde 1992 e definida no 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas. Aqui no Brasil, a lei nº 12.987 define a data como Dia Nacional de Tereza Banguela e da Mulher Negra.

Tereza  foi uma líder quilombola que viveu durante o século 18 no Mato Grosso. Viúva, ela se tornou a líder do Quilombo de Quariterê, resistindo à escravidão por mais de vinte anos. A data homenageia ainda nomes como Antonieta de Barros, Benedita da Silva, Leci Brandão, Chiquinha Gonzaga, Ruth de Souza, Elisa Lucinda, Dandara, Carolina Maria de Jesus e Elza Soares.

O dia não é de comemoração, e sim de reflexão sobre as condições de vida e representatividade das mulheres negras. Compomos o grupo com maior índice de baixa escolaridade, menores salários, piores condições de trabalho e maior número de feminicídios, por exemplo.

Felizmente, algumas mulheres se mantém na luta para que essa realidade mude e para que tenhamos mais força e visibilidade. Muitos são os nomes importantes na história, mas optei por falar das que estão atuando nesse momento.

Nilza Iraci

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Foto: Youtube, reprodução

Nilza Iraci é comunicadora social, presidenta e coordenadora de comunicação do GeledésInstituto da Mulher Negra (maior portal do Brasil referente a mulher negra) – aproveito para citar Sueli Carneiro, também coordenadora do Gelédes e da Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras. Nilza integra o Conselho Deliberativo do Instituto Patrícia Galvão, o Comitê Internacional do Fórum Social Mundial e o Conselho Consultivo do Observatório de Gênero. Já foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz.

Rihanna

Foto: Rose Lincoln/Harvard Staff Photographer

Foto: Rose Lincoln/Harvard Staff Photographer

A cantora de Barbados enaltece a cultura negra caribenha em letras e videoclipes. Recebeu o prêmio de ativista do ano de Harvard por seus trabalhos com mulheres com câncer de mama em seu país e pelo auxílio às meninas estudantes. Também foi a primeira negra em campanhas da marca Dior.

Monique Evelle

Monique Evelle

Foto: TEDx, reprodução

Jovem ativista do movimento negro, feminista e empreendedora baiana. Monique é repórter do Profissão Repórter da Rede Globo e está está entre as 25 mulheres negras mais influentes da internet no Brasil. Ela também faz palestras com recortes raciais e de gênero.

Lupita Nyong’o

Lupita Nyong’o: eleita a mulher mais linda do mundo pela revista People

Lupita Nyong’o: eleita a mulher mais linda do mundo pela revista People

A atriz e modelo mexicana nascida no Quênia mudou a percepção mundial de beleza negra quando foi eleita a mulher mais bonita do mundo pela revista People em 2014.  No mesmo ano, ela ainda venceu a categoria de Melhor Atriz Coadjuvante do Oscar. Hoje, é uma das maiores inspirações de beleza negra.

Eliane Dias

Foto: TV Globo, reprodução

Foto: TV Globo, reprodução

Ela é advogada e produtora dos Racionais Mc’s e uma das principais vozes na defesa das causas negra e feminina do Brasil. Também está a frente de diversos projetos de incentivo à educação e cultura, principalmente nas periferias.

Susana Andrade

Oh, Susana

Foto: Manuel Lino, divulgação

A primeira afroumbandista a assumir um cargo como deputada no Uruguai. Além da carreira política, é envolvida em projetos a favor de negros e contra o racismo.

Jurema Werneck

Foto: Ana Branco, divulgação

A brasileira é médica e diretora da Anista Internacional. Além disso, é ativista sobre temas relacionados à raça, ao gênero, à orientação sexual e aos direitos humanos.

Betty Garcés

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Foto: Youtube, reprodução

É a primeira soprano negra colombiana a trilhar uma carreira internacional. Ela busca espaço e visibilidade ao ramo musical negro da Colômbia, pois não se conforma de ser a primeira e única a chegar nessa posição.

Kenia Mara

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Atriz brasileira que foi nomeada esse ano como Defensora dos Direitos das Mulheres Negras pela ONU Mulheres Brasil com objetivo de zero racismo, violência e violação e direitos. A atriz Taís Araújo foi nomeada também.

Ana Maria Gonçalves

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Foto: Christina Rufatto, divulgação

Escritora brasileira. Seu segundo romance foi Um defeito de cor, em 2006, no qual conquistou o Prêmio Casa de las Américas em Cuba. Ministra cursos sobre o racismo e luta pela visibilidade artística negra no país.

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