#DonnaRetrô: hashtags que bombaram nas redes sociais em 2017

Arte: Carolina Salazar
Arte: Carolina Salazar

As hashtags bombaram as redes sociais em 2017. Teve campanha contra preconceito, direitos das mulheres, suicídio e também algumas cômicas rolaram pela internet. O que não faltaram foram formas de se engajar no Twitter e no Instagram.

#DonnaRetrô
:: Os bebês que nasceram (já famosos!) em 2017
:: Relembre os casamentos mais marcantes de 2017
:
Descubra os namoros e casamentos que acabaram em 2017

Confere quais foram as tags mais bombadas:

#MexeucomUmaMexeuComTodas

Foi em abril que #MexeucomUmaMexeuComTodas surgiu em apoio à figurinista Su Tonani, que denunciou o ator José Mayer por assédio. Atrizes, blogueiras e influenciadoras se uniram com camisetas que estampavam a hashtag.

#NãoSejaUmPorquê

A campanha começou no fim de março a partir da série 13 Reasons Why, da Netflix, que trata sobre suicídio. O bullying e a depressão tratados na história despertaram uma campanha nas redes sociais para motivar quem sofre deste tipo de situação.

#SouDonnademim

Em maio, Donna entrou em uma nova fase. Assim como as mulheres estão em constante mudança, a revista se reinventou e anunciamos o nosso novo posicionamento com a campanha #SouDonnademim. Convidamos nossas leitoras a compartilharem momentos em que se sentiam donas das suas escolhas através da hashtag. 

#TrateSeuPreconceito

Em setembro, uma liminar  foi concedida abrindo brecha para que psicólogos oferecessem a terapia de reversão sexual, conhecida como “cura gay”’, um tratamento proibido pelo Conselho Federal de Psicologia desde 1999. Nas redes uma campanha começou contra a decisão, que acabou ultrapassando a internet e chegando nas ruas em forma de protesto.

#EuViviUmRelacionamentoAbusivo

Neste ano, um assunto que virou pauta em vários momentos foram os relacionamentos abusivos e as diferentes formas de assédio. A expulsão de Marcos Harter da 17ª edição do Big Brother Brasil, após a polícia do Rio de Janeiro ter entrado na casa para investigar possíveis agressões físicas do médico contra a estudante Emilly, deu início ao debate na internet sobre relações abusivas. O episódio deu origem à hashtag #EuViviUmRelacionamentoAbusivo, em que as pessoas compartilhavam situações e experiências abusivas que viveram em relacionamentos.

#GozaNaMinhaBoca

Outra situação envolvendo Marcos HarterEmilly Araújo no BBB virou hashtag. Enquanto o casal transava embaixo do edredom, os telespectadores ouviram a seguinte frase: “Goza na minha boca”. Na sequência, o episódio tomou conta das redes sociais com direito a críticas e opiniões.

#MeToo e #EuTambém

Em outubro, os jornais New York Times e New Yorker denunciaram o produtor de Hollywood Harvey Weinstein em um grande escândalo de assédios e abusos sexuais. Weinstein foi acusado de estupro, agressão sexual e diversas situações de intimidações contra mais de 20 mulheres, entre elas Angelina Jolie e Cara Delevingne. No Twitter, a atriz Alyssa Milano pediu que vítimas que já sofreram algum tipo de assédio se pronunciassem em solidariedade através da hashtag #MeToo. Isso começou um grande movimento acusando grandes nomes da indústria cinematográfica de estarem envolvidos de assédio.

#MyJobDoesNotIncludeAbuse

No início de outubro, a modelo americana Cameron Rusell lançou a campanha #MyJobDoesNotIncludeAbuse – meu trabalho não inclui abuso, em português. Foi um movimento, muito parecido com #MeToo, que reuniu casos de estupro, assédio verbal, abuso sexual e psicológico feitos por profissionais da área da moda como fotógrafos, designers, assessores e agentes. Ela começou a postar diversos relatos em seu Instagram, o que tornou pauta os abusos também no mundo da moda.

TRIGGER WARNING ⚠️ A brave model (and friend) reached out to me with her story today. She has asked to remain anonymous but asked that I share her words here because the photographer still works in the industry. She wants to encourage other women to speak up. We need a way to begin breaking the silence while remaining protected. We are not talking about one, five, or even twenty men. We are talking about a culture of exploitation and it must stop. IF YOU WOULD LIKE TO SHARE YOUR STORY ANONYMOUSLY, DIRECT MESSAGE ME and I will post your words. If you would like to share publicly use the hashtag #MyJobShouldNotIncludeAbuse so the industry can see the size and scope of this problem. Hearing about #harveyweinstein this week has sparked conversations about how widespread and how familiar his behavior is. We talked about how hard it is to share stories of assault. When they are the norm, calling them out can feel disruptive and unprofessional. On many occasions I’ve been called a feminist for reporting unwanted groping, spanking, pinching, pressure for dates, phone calls and texts of a sexual nature, lack of appropriate changing areas, etc. And because the response has always been “are you surprised?” or “that’s part of the job” I tolerated them. When the offenses were bigger, calling them out is terrifying, and demands a level of exposure and backlash to what is already painful and sometimes shameful. #MyJobShouldNotIncludeAbuse

Uma publicação compartilhada por Cameron Russell (@cameronrussell) em

#TodospelaAmazônia

A Amazônia foi outro tema muito discutido em 2017. Celebridades se mobilizaram nas redes sociais contra o decreto que tentou extinguir a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca). A hashtag #TodospelaAmazonia chegou aos trending topics do Twitter no Brasil e acabou sendo revogado o decreto em função da campanha. Vitória do engajamento!

#Dateruim

Em novembro, a hashtag #DateRuim tomou conta do Twitter e as risadas não puderam ser contidas. As histórias sobre os piores encontros que os usuários tiveram se superavam a cada tweet.

#MeuMotoristaAssediador

Nossa colunista Clara Averbuck fez um relato em seu perfil no Facebook denunciando de estupro um motorista de Uber. Outras mulheres começaram a compartilhar relatos de assédio ou estupro vividos em táxis ou carros de aplicativos de serviços de aplicativos.

Leia mais
Comente

Hot no Donna