Feliz dia do amigo: 3 mulheres homenageiam as suas melhores amigas

Pixabey
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Hoje é dia do amigo e de homenagear aqueles que você conta as melhores e as piores coisas da sua vida, com quem você quer comemorar e afogar as mágoas e que está sempre lá, não importa o que aconteça!

Recebemos algumas declarações de amizade de pessoas muito queridas do Donna, inclusive leitoras. Compartilhamos aqui para inspirar vocês neste dia do amigo.

Homenagem da escritora e colunista da Revista Donna, Claudia Tajes.

De: Claudia Tajes
Para: Méia e Clara

“Eu tenho muitas melhores amigas, e também tenho amigas que abandonei por causa da vida,
amigas que não me abandonaram apesar da vida, amigas que eu perdi antes da hora, amigas que não imagino perder, amigas que me ajudam quando eu mais preciso. E porque amizade não tem a ver com gênero, também tenho amigos para quem vale cada uma das palavras acima. Escolher quem numa hora dessas? As duas únicas amigas que não escolhi, minhas irmãs Méia e Clara – que chegaram bagunçando minha vida de filha mais velha e com quem eu sei que sempre posso contar”

ClaudiaTajesIrmas

 

Homenagem da escritora, filósofa e colunista da Revista Vip, Carol Teixeira

De: Carol Teixeira
Para: Dedé

Naquele filme “Se beber não case” tem um hora que o cara fala que era “one man wolfpack” (uma matilha de um home só). Um dia você me disse: nós somos “two girl wolfpack” (matilha de duas) e essa virou nossa definição perfeita. Não acredito que to começando esse texto citando esse filme e essa coisa boba, mas nós somos tão incríveis em coisas bobas, que achei que as pessoas precisavam saber. Saber a gente desce do salto quando se encontra, que deixamos de lado as personas que somos nesse teatro que é a vida e entramos num universo de conforto e verdade que só temos com quem nos conhece há tanto tempo e passou junto por todas as fases. Eu podia contar sobre quando moramos em Londres, engordamos horrores e andávamos por lá gordas & felizes comendo pizza na leicester square e tendo papos sobre a vida (quase botei foto dessa época mas achei que você ia me matar). Ou podia falar dos porres memoráveis dos verões em Atlântida ou dos carnavais na praia do Santinho. Podia falar de quando você, na época que morava em L.A., cansada de não conseguir falar comigo, fez meu skype (que eu insistia em não ter) e botou meu apelido ridiculo de infância. Até hoje fico constrangida quando vou passar meu skype para as pessoas. Mas não mudo o nome. Talvez seja uma maneira de te manter perto. Porque você está sempre longe, raras foram as épocas em que moávamos na mesma cidade. Mas isso não muda nada na nossa amizade.

Podia contar muitas coisas mas o que as pessoas precisam mesmo saber é que te adoro mais nos momentos em que estamos reclamando da vida. Reclamar da vida contigo é dos programas mais divertidos, quando nossos humores naturalmente ácidos se potencializam e viramos juntas uma espécie de Woody Allen, engraçadíssimas com nossas neuroses. E daí você me pergunta algo bobo tipo que celebridade eu seria. E eu digo Rihanna e você Beyoncé. Daí a gente fica justificando o porque de nossas respostas para essa questao tão existencialmente relevante e de repente é como se tivéssemos de novo 16 anos: começamos a chorar de rir e a vida fica leve de novo, como se estivéssemos no recreio do colégio Farroupilha e a vida adulta não tivesse vez nessa nossa matilha de duas. Acho lindo que a gente se entenda, se repeite e se adore tanto mesmo sendo tão diferentes, mesmo você odiando minhas dicas de filmes e livros, mesmo eu sendo tão artista, você tão pragmática, eu tão nas nuvens, você tão pé no chão, você tão adulta e eu eternamente adolescente. Mesmo eu sendo a Rihanna e você sendo a Beyonce.

CAROLTEIXEIRA_amiga

 

Homenagem da leitora da Revista Donna, Marina Simões

De: Marina Simões
Para: Todas as suas amigas

Jane Fonda disse em uma entrevista para a TED Woman em maio do ano passado “Tenho amigas, logo existo”. E lhe perguntaram o que ela faz para manter uma amizade, ela respondeu: “É preciso usá-la muito“. Gosto da definição de que para uma amizade se manter, ela precisa ser usada. Usada no sentido de apoiar, dar conselhos, estar presente, ser prestativo com o outro. Pensando sobre isso, acredito que as mulheres usam bem suas amizades. Nós topamos tudo por uma amiga:

A balada vazia e sem graça só porque ela não quer ficar em casa no sábado à noite com a certeza de que irá enlouquecer se passar uma noite assistindo a um filme;

A balada lotada e apertada porque ela tem certeza de que seu príncipe estará lá;

O bar com os amigos do trabalho novo, que você não conhece ninguém (nem ela), não sabe sobre o que conversar, mas ela precisa ir e você, consequentemente, também precisa;

Aquele jantar agradável que vai o paquera dela e o amigo dele porque ela quer que você namore o amigo e vocês se tornem casais inseparáveis. Ela já imagina uma viagem entre casais e, se tudo der certo, o casamento no mesmo dia;

Aquele aniversário da superamiga dela, que na verdade ela conheceu ontem na balada, mas é bom ir à festa para conhecer pessoas novas. E você precisa ir junto, já que ela não conhece ninguém;

E ainda pior… O aniversário do paquera dela, que ela faz questão de ir para conhecer a família e tem certeza de que será apresentada como ”namorada“. Mas melhor você ir junto, pois, se isso não acontecer, ela não terá com quem passar a festa;

Aquele telefonema, no meio da noite, que quase te mata do coração, chorando porque brigou com namorado ou viu a foto dele no Facebook com outra. E ela tem certeza de que o mundo irá acabar amanhã e a vida não fará mais sentido, pois ele era o futuro pai dos filhos dela;

E ainda aquele telefonema incrível quando ela conta que conheceu o homem da vida dela, que ela irá passar o resto da vida com ele, eles vão casar e ter dois filhos. Você demonstra toda aquela empolgação, faz mil planos com ela e os futuros maridos, mesmo sabendo que na semana que vem ele não será exatamente aquilo que ela esperava;

O jantar marcado de um dia para o outro porque ela precisa desabafar sobre o chefe, o namorado, a amiga, a mãe etc. Aquele jantar que tem que acontecer hoje ou amanhã, pois depois pode ser tarde. Não que seja realmente urgente, mas ela precisa falar e você precisa ouvir;

E aquela coleção de prints que ela te manda sobre o namorado para você analisar em cinco minutos e desvendar pensamentos que nem mesmo os homens sabem que poderiam ter;

E também aquele print de uma ex-amiga que ela quer compartilhar e espera seu retorno confirmando que realmente a amizade não valia à pena;

Além dela nos fazer decifrar cada palavra que os homens escrevem. Como se nós pudéssemos ler os pensamentos deles, sendo que eles nem pensam muito para mandar mensagens, sabiam? Sério, amigas, podem acreditar!

Sem falar dos emojis que utilizamos… Aquela maneira incrível que ela descobriu de nos escrever palavras duras, mas para amenizar coloca um emoji sorridente ao final da frase. Isso realmente ajuda! O emoji veio para facilitar a sinceridade entre nós.

Ela, aquela sua amiga que na verdade é você mesma. São as nossas situações e não as dela. Essa é a amizade entre as mulheres. Aquela amizade que os homens não entendem, mas que deveriam invejar.

Amizade entre mulheres é olho no olho, é profunda, é sentimental. Não temos medo de ser frágeis. Nós pedimos ajuda, nós tiramos dúvidas, nos questionamos, nós falamos de nossas saudades, nós falamos ”eu te amo“ sem motivo. Não precisamos de motivos para nos expressar. Não temos hora, nem local.

Eu chamo essa amizade de relação energética. As amigas nos recarregam. É leve, é sincero, é divertido. Juntas somos mais fortes, mais especiais, mais decididas, mais ousadas, mais seguras.

Eu, como diria Jane Fonda, “nem sei o que faria sem minhas amigas”.

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