Filmes de romance podem alterar o julgamento de mulheres sobre perseguição no relacionamento, diz estudo

(Divulgação)
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A cena do romance vampiresco Crepúsculo em que Edward, vivido por Robert Pattinson, no qual observa Bella, Kristen Stewart, dormindo pode não ter significado nenhum para quem assistiu. Mas tem. Segundo um estudo divulgado nesta semana, filmes de romance podem mudar o julgamento de mulheres à respeito de perseguição de seus parceiros (stalking, em inglês).

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A pesquisadora Julia Lippman, da Universidade de Michigan, apresentou clipes com dois tipos de filmes sobre “perseguições persistentes” (nos quais os personagens fazem de tudo para atingir um interesse amoroso) para um grupo de 426 de mulheres. No primeiro clipe, o comportamento de perseguição era mostrado de forma violenta, como em “Nunca Mais”, onde a atriz Jennifer Lopez abandona o marido abusador e se muda para outra cidade. No segundo, uma seleção de longas onde a perseguição era apresentada de forma romântica, como “Quem Vai Ficar com Mary?”, no qual Matt Dillon e Ben Stiller perseguem (comicamente) a personagem de Cameron Diaz e fazem de tudo para ficar com ela. Um terceiro grupo de mulheres assistiu um clipe com filmes aleatórios, como “A Marcha dos Pinguins”.

“Quem Vai Ficar com Mary”:

“Nunca Mais”:

No final das sessões, aquelas que assistiram o clipe com situações alarmantes apresentaram um ponto de vista mais negativo sobre “perseguir alguém” do que aquelas que assistiram o vídeo com filmes aleatórios. Porém, aquelas mulheres que assistiram os filmes em que a perseguição era apresentada de forma romântica, afirmaram que os longas “eram realistas” e se mostraram propensas a endossar mitos como “se faz o impossível quando apaixonados”.

Nos Estados Unidos, o estudo deixou instituições preocupadas. De acordo com a National Center for Victims of Crime, 76% dos feminicídios começaram com perseguição do parceiro. Então, se você assistir “Crepúsculo” ou “Quem Vai Ficar com Mary?”, tenha em mente que não vale tudo em nome da paixão. Os pesquisadores sugerem que filmes românticos moderados são uma boa opção — e não que comparar a vida real com os filmes não é algo saudável. Estamos certas disso, né?

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