Gaúcha faz história ao ser a primeira mulher a vencer na categoria de melhor direção do Prêmio Sexy Hot, o “Oscar pornô”

Foto: AgNews
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Pela primeira vez desde a primeira edição, há cinco anos, o Prêmio Sexy Hot, conhecido como o Oscar pornô brasileiro, consagrou uma mulher. A gaúcha Mila Spook, que também é atriz, levou pra casa o troféu de melhor direção, quebrando um tabu em uma indústria conhecida pelo domínio masculino.

Ela disputava na principal categoria com outra mulher, Mayara Medeiros, a May, e com Marcello Cavalcantti.

Ao subir no palco, Mila fez discurso contra a ideia de que mulheres entram no ramo por “falta de opção”.

– É muito importante para mim, também como atriz, estar ganhando esse prêmio, para mostrar que nós somos capazes disso e que esse estereótipo de que a gente escolheu esse meio porque não teve outra opção – isso é muito errado – declarou Mila. – A gente é capaz, sim! – completou.

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Com apresentação de Leo Jaime, a cerimônia de entrega aconteceu na noite de terça-feira, 9, em São Paulo. Mila Spook recebeu ainda o troféu por Melhor Filme Hétero. Ela levou o prêmio por [Des]Conectados.

O 5º Prêmio Sexy Hot teve 14 categorias. O público escolheu, pela internet, os ganhadores de 11 delas, através de uma votação no site oficial do evento. Nas outras três – que são Melhor Direção, Melhor Filme Hétero e Melhor Cena Homo Feminina – quem escolheu os vencedores foi um júri técnico.

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Mulheres na indústria pornô

Em entrevista à Revista Donna, Mila falou sobre a maior participação de mulheres atrás das câmeras na indústria pornográfica. Ela e May, com quem disputava o prêmio, são conhecidas por produzirem e conduzirem enredos e enquadramentos cujo foco é o prazer feminino.

As duas diretoras fazem parte de um movimento que busca incluir mais mulheres e novos formatos na indústria pornográfica.

– As mulheres acabam tendo mais sensibilidade e se ligam em detalhes, nos figurinos, nas locações e em outras questões referentes à produção – explicou Mila. – E nas produções feitas por mulheres, o prazer feminino ganha um foco que em outras produções do gênero nunca teve. Isso acaba, de certa forma, ajudando na reeducação dos homens no que diz respeito a como satisfazer as mulheres.

Mila é natural de Alegrete, mas hoje mora em São Paulo, onde abriu a própria produtora de filmes, há cerca de um ano.

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