Influenciadora gaúcha viraliza com vídeo impactante sobre caso Tatiane Spitzner: “A gente não pode mais ficar quieta”

Foto: Reprodução
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Um vídeo de menos de 1 minuto, em referência ao caso Tatiane Spitzer, viralizou nas redes sociais nas últimas horas. Publicada no Instagram e no Youtube na noite de terça-feira, 7, a mensagem, embora sutil, gerou impacto. O motivo? A tragédia é colocada sob a ótica dos vizinhos e alerta sobre a consequência de não denunciar uma situação dessas.

“Me arrepiei, faltou o ar, o coração apertou ao imaginar quantas mulheres passam por isso”, escreveu uma usuária. “Que dor que dá, que sensação de impotência!”, disse outra. “Temos que meter a colher sempre”, completou mais uma.

Veja o vídeo:

A criação é da influenciadora gaúcha Ana De Cesaro, 30 anos. Ela também assinou um vídeo sobre a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, que igualmente gerou muita repercussão após ser exibido pela Rede Globo, no intervalo do Jornal Nacional.

Desta vez, Ana usou como mote a trágica morte da advogada em 22 de julho, ao cair do 4º andar do prédio em que morava com o marido em Guarapuava, no Paraná. Alguns dias após a queda, foram divulgadas imagens das câmeras de segurança do condomínio, que mostram Tatiane sendo continuamente agredida pelo companheiro, o biólogo e professor universitário Luís Felipe Manvailer.

– Fiquei realmente chocada com aquelas imagens. Queria me manifestar de alguma forma. Como eu sou feminista, quando vejo uma atrocidade assim acontecer com outra mulher, sinto a dor em mim. A gente não pode mais ficar quieta. O que aconteceu com a Tatiane é um caso clássico do ciclo do relacionamento abusivo – disse Ana à Revista Donna.

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Inspirada na própria angústia, a blogueira gravou o vídeo e focou na mensagem que gostaria de passar: a denúncia pode ser fundamental para salvar uma vida.

– Tentei ver o caso da Tatiane pela ótica dos vizinhos. Ninguém abriu a porta para ajudá-la, apesar de ela gritar por socorro. É uma angústia de verdade, mas também entendo, porque as pessoas têm medo de se envolver, elas têm medo do agressor. Na maioria das vezes, elas estão tão apavoradas quanto a vítima – completa Ana, que desconstrói o ditado popular:

– Em briga de marido e mulher, a gente tem que meter a colher.

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No fim do vídeo, aparece o telefone 180. É possível fazer denúncias anônimas através do número.

O marido de Tatiane foi preso ainda no dia 22 de julho e a perícia feita no local constatou uma fratura no pescoço de Tatiane, característica de quem sofreu esganadura. Ainda está pendente o resultado do laudo que deve apontar se a advogada morreu antes ou com a queda da janela do apartamento.

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