Levantamento aponta que mulheres sabem que foram traídas, enquanto homens desconhecem

Se você pesquisar por música que falam sobre traição, vai encontrar um número muito maior de vocais femininos cantando todo tipo de reação de descobrir as puladas de cerca do marido, namorado ou affair. E isto não é mera coincidência. Pelo menos é o que sugere um levantamento feito pelo site site de relacionamentos ParPerfeito depois de entrevistar seus usuários: 72% das mulheres afirmaram saber que já foram traídas, enquanto 40% dos homens disse não ter conhecimento.

A pesquisa, feita com 5 mil homens e mulheres ,revela ainda que para a maioria dos deles o sexo é fundamental, enquanto que para grande parte delas é apenas importante. Será que eles têm vergonha de admitir uma traição? Para Rosana Braga, psicóloga e consultora de relacionamento este pode ser um motivo.

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– Os números se justificam por várias questões. Além de eles se sentirem mais humilhados do que elas por conta da cultura machista que ainda prevalece sobre o discurso da igualdade entre homens e mulheres, o que certamente gera mais vergonha de admitir, devemos lembrar que as mulheres costumam ser mais cuidadosas ao mentir ou omitir algo – afirma.

Segundo a especialista,  junta-se também o fato de eles não serem tão observadores e detalhistas quanto elas e a consequência é que realmente percebem com menos frequência quando são traídos.  Quando questionados sobre o assunto sexo, homens e mulheres também divergem. Para 39% deles, o sexo é fundamental, já para 37% delas o sexo é apenas importante – fundamental aparece apenas na terceira colocação, opção escolhida por 26% das respondentes. A dúvida que fica no ar é se as traições estão relacionadas à falta de interesse no sexo por parte das mulheres. Pode ser um indício?

De acordo com Rosana, nesta área também as revelações não são tão autênticas, já que na prática ainda vemos a sexualidade masculina sendo exageradamente incentivada e a feminina, reprimida.

– Reconhecer e assumir o quanto o sexo é relevante no relacionamento podem ser questões bem diferentes e estarem contaminadas por crenças sociais, tanto no caso dos homens quanto no das mulheres.

Para a consultora, também é preciso considerar questões como carência, autoestima e maternidade quando pensamos no que é importante para uma mulher ao escolher seu parceiro e investir numa relação.

– Tudo isso conta no momento de avaliar o que é fundamental e o que é apenas importante. E sabemos que essas questões são sentidas e experimentadas de modos bem diferentes por homens e mulheres.

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