#LikeAGirl: Campanha questiona estereótipo de gênero nos emojis

Você já reparou nos emojis dedicados às mulheres no seu celular? Enquanto os homens aparecem representando profissões, como o policial, e praticando atividades físicas, como correr, andar de bicicleta, nadar ou surfar, as meninas do teclado virtual seguem a mesma linha: ou são noivas e princesas, ou aparecem cortando o cabelo e dançando. Ainda que implicitamente, isso só reforça o estereótipo de gênero. Afinal, por que as mulheres não podem ser profissionais ou atletas no WhatsApp, hein?

É justamente para questionar essa imagem da mulher (bem distante do que somos no século 21, aliás) que a Always lançou mais uma fase da campanha #LikeAGirl. Com os emojis cada vez mais populares, faz todo sentido, não é?

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De acordo com dados divulgados em um vídeo que acompanha o projeto, 82% das meninas usam emojis todos os dias. E elas próprias já se deram conta de que as figurinhas não representam quem elas são na vida real: 48% das garotas de 16 a 24 anos acreditam que a imagem feminina é estereotipada.

— Garotas amam emojis, mas não há emojis o suficiente para dizer o que as garotas fazem — diz uma das garotas.

Assista ao vídeo

Elas querem mudança. Quase 70% das gurias ouvidas acham que não deveriam ser retratadas apenas executando atividades consideradas de mulher, como no momento manicure – o desejo é ver emojis que retratem as meninas de um jeito progressista, como atletas ou lutadores.

— Quero que as meninas cresçam sabendo que são capazes de tudo — defende.

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Em comunicado, a diretora do filme, Lucy Walker, explica que ela mesma nunca havia se dado conta da profundidade do problema até receber os dados do #LikeAGirl:

— Com uma linguagem tão divertida e poderosa como os emoticons, é muito fácil usá-los sem questionar suas limitações. (…) Foi muito interessante ouvir essas meninas e perceber como as opções disponíveis para elas estão sutilmente reforçando os estereótipos sociais e limitações que as mulheres enfrentam todos os dias — explica.

Para a pesquisa, foram ouvidas 1.002 mulheres no Reino Unido, de acordo com o HuffPost UK, entre os dias 13 e 25 de janeiro de 2016.

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